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16/09/2026

PLANEJAMENTO DA DONA FLORINDA | EP. 01 🏠💛

Dona Florinda passou a vida protegendo o Kiko. Nesta realidade paralela, resolveu pensar numa proteção um pouquinho mais sofisticada: planejamento sucessório. 😂

E essa é só a primeira decisão.

Ao longo dos próximos episódios, vamos usar o patrimônio da Dona Florinda para entender, na prática, temas como inventário, herança, doação de imóveis, usufruto, proteção patrimonial, cláusulas restritivas, casamento dos herdeiros e organização da sucessão ainda em vida.

Porque planejamento sucessório não é “fazer inventário antes de morrer”.

É decidir, enquanto você pode decidir, o que acontecerá com o seu patrimônio depois de você.

No episódio de hoje, Dona Florinda tomou a primeira decisão:
a casa será do Kiko.

Só surgiu um pequeno detalhe…

Ela conhece muito bem o tesouro que criou. 😂
E não quer correr o risco de ele receber o imóvel e vender no dia seguinte.

Então f**a a pergunta:

é possível doar um imóvel para um filho e, ainda assim, impedir que ele venda?

É exatamente daí que começa o EP. 02 — que já está gravado. 👀

Acompanhe a série Planejamento da Dona Florinda porque ainda temos algumas decisões patrimoniais — e alguns personagens do Chaves — para complicar essa sucessão.

Quando eu casei, eu era uma ameaça real aos eletrodomésticos. 😂Não sabia cozinhar direito, não sabia limpar direito e, a...
16/09/2026

Quando eu casei, eu era uma ameaça real aos eletrodomésticos. 😂

Não sabia cozinhar direito, não sabia limpar direito e, aparentemente, também não tinha desenvolvido o instinto básico de sobrevivência necessário para concluir que mangueira + geladeira na tomada talvez não fosse uma grande ideia.

Mas tem uma coisa que eu aprendi bem rápido:

ser a pessoa que cuida da casa não signif**a entregar para o outro a administração da vida financeira da família.

Você precisa saber quanto entra.
Quanto sai.
Quais dívidas existem.
O que está sendo comprado.
Em nome de quem.
Quando foi comprado.
E, principalmente, qual é o regime de bens do seu casamento.

Porque você pode saber onde está cada meia perdida da casa e não fazer ideia de onde está o patrimônio que ajudou a construir.

E isso, no divórcio, costuma ser um problema um pouco maior do que a geladeira suja. 👀

Na comunhão parcial, por exemplo, o que foi adquirido onerosamente durante o casamento em regra integra o patrimônio comum, ainda que esteja somente no nome de um dos dois — mas patrimônio anterior, herança, doação e outras exceções podem mudar completamente a análise.

Então não: você não precisa virar especialista em investimentos.

Mas precisa parar de tratar a própria vida financeira como se fosse assunto do seu marido.

Agora eu quero saber: qual habilidade doméstica você simplesmente NÃO possuía quando casou?

Porque a história da geladeira nem foi minha maior presepada. 😂

15/09/2026

Às vezes, o casamento acaba muito antes de todas as consequências jurídicas dele terminarem.

E talvez essa seja uma das partes menos faladas do divórcio: você pode reconstruir a vida, se apaixonar de novo, fazer planos, subir no altar — e ainda existir patrimônio, processo e pendências ligando você à história anterior.

Por isso, divórcio não é só “assinar um papel e seguir em frente”.

A forma como a partilha é conduzida, o momento em que ela é resolvida e até aquilo que f**a pendente pode produzir efeitos anos depois.

No caso de quem pretende se casar novamente antes de concluir a partilha do casamento anterior, existe uma regra específ**a no Código Civil que pode interferir diretamente no regime de bens do novo casamento — embora existam hipóteses de afastamento judicial.

E aqui está a parte que mais me interessa nessa história:

o passado pode produzir consequências jurídicas.

Mas ele não precisa continuar decidindo a sua vida.

Recomeçar também é colocar fim, da maneira certa, naquilo que já terminou há muito tempo.

E sim: existe vida bonita depois do divórcio. ✨

Tem compra de imóvel que parece perfeita até você descobrir que o problema não estava na casa.Estava na matrícula.No ven...
14/09/2026

Tem compra de imóvel que parece perfeita até você descobrir que o problema não estava na casa.

Estava na matrícula.
No vendedor.
No casamento dele.
No inventário.
Ou naquele detalhe maravilhoso que só apareceu depois do sinal. 🤡

Comprar imóvel não é só gostar da planta, negociar o valor e assinar papel.

É conferir quem pode vender, em quais condições e o que existe juridicamente por trás daquele bem.

Porque documento antigo, certidão não analisada, assinatura faltando ou inventário mal compreendido podem transformar uma compra tranquila em uma dor de cabeça bem cara.

E tem mais uma: escritura assinada não encerra a história.
A propriedade só se transfere com o registro do título na matrícula.

Moral da história:
a análise vem antes do PIX.

Nem se fosse casa de parente. 😂

Se você gosta de Direito explicado sem juridiquês e com aplicação na vida real, me segue. Tem mais por aqui.

Segundou 💅🏾✨😌🎀
14/09/2026

Segundou 💅🏾✨😌🎀

Tem gente que não ama a pessoa que tem.Ama a versão que ela poderia virar.E aí começa o conto de fadas:“ele vai amadurec...
13/09/2026

Tem gente que não ama a pessoa que tem.

Ama a versão que ela poderia virar.

E aí começa o conto de fadas:
“ele vai amadurecer.”
“ela vai mudar.”
“quando as coisas melhorarem, vai ser diferente.”

Só que relacionamento não se sustenta em potencial.

Chega uma hora em que você precisa olhar para quem a pessoa é — não para o personagem que a sua esperança escreveu.

Às vezes, o príncipe nunca existiu.

Era só um sapo com um ótimo roteiro.

E sapo não vira príncipe porque você amou mais, teve mais paciência ou esperou mais um pouco.

Qual foi a frase que mais te prendeu tempo demais em uma relação?

Eu entendo o raciocínio.O pai morreu, os filhos olham para a mãe e pensam:“Não vamos mexer em nada. Deixa tudo com ela. ...
12/09/2026

Eu entendo o raciocínio.

O pai morreu, os filhos olham para a mãe e pensam:

“Não vamos mexer em nada. Deixa tudo com ela. Depois, quando ela morrer, a gente resolve.”

Parece carinho. E muitas vezes é.

O problema é transformar carinho em uma operação patrimonial ruim.

Dependendo de como essa “devolução” para a mãe é feita, o patrimônio pode passar por mais de uma transmissão tributável: primeiro na herança, depois na transferência para ela e, lá na frente, novamente quando esse mesmo patrimônio entrar na sucessão dela.

Ou seja: o bem dá uma volta enorme só para acabar onde provavelmente já poderia ter f**ado organizado desde o primeiro inventário.

E é aqui que entra uma solução que muita família nem sabe que existe:

usufruto.

Em uma partilha bem estruturada, os filhos podem f**ar com a propriedade dos bens — juridicamente, a nua-propriedade — enquanto a mãe permanece com o direito de usar, morar, alugar e receber os frutos daquele patrimônio.

Traduzindo para quem não vive no Direito:

ela continua protegida e usufruindo dos bens, sem precisar concentrar tudo novamente no nome dela.

Quando o usufruto termina, aqueles bens já estavam juridicamente organizados nos filhos e não precisam fazer aquele passeio patrimonial inteiro de novo.

Não é sobre “tirar patrimônio da mãe”.

É sobre protegê-la sem criar transmissão desnecessária, imposto desnecessário e um problema desnecessário para o próximo inventário.

Cada família tem uma composição patrimonial diferente, então a solução precisa ser desenhada olhando meação, herdeiros, bens e tributação aplicável.

Mas uma coisa eu repito muito no escritório:

se o patrimônio vai terminar nos filhos de qualquer forma, pelo menos façam o caminho com inteligência.

Talvez o problema não seja que vocês discordam de tudo.Talvez esteja tudo no mesmo vaso.Quando “divórcio” vira o nome de...
10/09/2026

Talvez o problema não seja que vocês discordam de tudo.

Talvez esteja tudo no mesmo vaso.

Quando “divórcio” vira o nome de um pacote que mistura fim do casamento, filhos, patrimônio, dívidas e sobrenome, qualquer divergência parece maior do que realmente é.

Mas, quando cada assunto ganha o seu lugar, uma coisa interessante pode aparecer: vocês concordavam com muito mais do que imaginavam.

E acordo não precisa ser uma lógica de “tudo ou nada”. Em muitos casos, é possível formalizar o que já está resolvido e concentrar a negociação — ou a decisão judicial — apenas nos pontos que continuam em conflito.

Isso muda bastante a forma de conduzir o processo.

Porque o objetivo não é transformar cada diferença em uma guerra. É identif**ar o que já pode ser decidido, o que ainda precisa ser conversado e o que, de fato, terá que ser levado ao Judiciário.

Organizar os assuntos não diminui a complexidade da história.

Só impede que uma questão contamine todas as outras.

Se patrimônio, filhos e emoção estão todos misturados, talvez seja hora de separar cada pergunta.

Está passando por isso e precisa organizar as ideias? Meu direct está aberto pra te ouvir.

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