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alexandreferreira_adv Alexandre Leonel Ferreira é advogado, formado na Universidade Católica Dom Bosco - UCDB em 2010. Pós-graduando em Advocacia Tributária pela EBRADI.
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(67) 99635-4163 e (67) 99696-4163 Especialista em Direito Processual Civil pela Uniderp-Anhanguera no ano de 2012. Atua há mais de dez anos no exercício da advocacia, especialmente nas áreas Trabalh

ista, Cível e Tributária. Possui vasta experiência na resolução de conflitos, atuando em mais de 2.000 processos ao longo dos anos.

13/08/2026

Você roda com o caminhão há mais de um ano, sem carteira assinada, e quer saber quais são os seus direitos?

Tem bastante coisa, e a falta de registro só mostra que a empresa está irregular.

Se você cumpre rotas, recebe ordens sobre as viagens e não pode mandar outro no seu lugar, você é empregado. A justiça pode reconhecer esse vínculo desde o começo.

Com o vínculo reconhecido, a empresa deve o FGTS de todo o período com a multa de 40%, as férias com o terço, o décimo terceiro e o registro que conta para a sua aposentadoria.

E olha os pontos que costumam aparecer na sua profissão. As diárias de viagem, quando habituais, podem integrar o seu salário. As horas que você f**a à disposição, esperando carga e descarga, podem contar como jornada. E o tempo dirigindo além do limite vira hora extra.

Se você faz manutenção do caminhão ou tem contato com produtos, ainda pode caber acúmulo de função ou insalubridade.

Guarde tudo: registros das viagens, rotas, comprovantes de pagamento, PIX e mensagens da empresa.

Além de dirigir, você f**a muito tempo esperando carga e descarga sem receber por essas horas?

Te deram o título de gerente, mas na prática você não decide nada e ainda perdeu a hora extra?Presta atenção, porque ess...
13/08/2026

Te deram o título de gerente, mas na prática você não decide nada e ainda perdeu a hora extra?

Presta atenção, porque essa pode ser uma jogada para não te pagar o que é seu.

O cargo de confiança de verdade exige poder real. Autonomia para decidir, para mandar, muitas vezes até para admitir e demitir. E vem com um salário maior, no mínimo 40% acima do que ganham os seus subordinados.

Se te chamam de gerente, mas você precisa pedir autorização para tudo e ganha quase o mesmo que a equipe, esse cargo é só etiqueta.

E o motivo é específico. O cargo de confiança real não tem controle de jornada, ou seja, não recebe hora extra. Colam esse rótulo em você só para não pagar as suas horas.

Se f**ar provado que o cargo era falso, você tem direito a todas as horas extras dos últimos 5 anos.

Você é chamado de gerente, mas na prática não manda em nada e não recebe a mais por isso?

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12/08/2026

Você trabalhou 4 anos com um contrato, mas sem carteira assinada, e quer saber se tem direitos?

Tem sim, e o fato de existir um contrato não muda isso. Muitas vezes esse contrato é justamente a forma que a empresa usa para disfarçar um vínculo de emprego de verdade.

Se, na prática, você tinha horário, recebia ordens de um chefe, trabalhava com frequência e não podia mandar outro no seu lugar, você era empregado, não importa o nome ou o formato do contrato que assinaram.

Isso é a chamada pejotização, ou o contrato que esconde o vínculo real. E a justiça olha a realidade, não o papel.

Reconhecido o vínculo, a empresa é obrigada a pagar tudo o que sonegou: FGTS com a multa de 40%, férias com o terço, décimo terceiro e o registro do período.

Como são 4 anos, a cobrança em dinheiro alcança praticamente todo esse tempo, respeitando o limite dos últimos 5 anos.

E f**a atento: depois que você sai, tem até 2 anos para entrar com a ação.

Se você quer entender melhor o seu caso e saber como agir, escreve a palavra GRUPO aqui nos comentários para entrar no nosso grupo gratuito de informações trabalhistas.

No seu dia a dia você tinha horário, chefe e ordens para cumprir, mesmo com esse contrato?

12/08/2026

Você trabalha num supermercado e faz as entregas de delivery, e quer saber se tem direito à periculosidade?

Se você faz essas entregas de moto, a resposta é sim.

Trabalhar de moto na rua é reconhecido como atividade perigosa. E isso te dá direito ao adicional de periculosidade, que é de 30% sobre o seu salário-base.

Por anos as empresas usaram a desculpa de que faltava regulamentação para não pagar. Só que isso acabou. Desde abril de 2026, uma nova regra e uma decisão definitiva do TST garantem esse adicional a quem usa moto como ferramenta de trabalho.

E aqui é importante deixar claro. Não importa que o seu registro seja de outra função, como repositor ou atendente. Se na prática você faz as entregas de moto de forma habitual, o direito é seu.

Esse adicional ainda reflete no FGTS, nas férias e no 13º. E dá para cobrar os últimos 5 anos.

Guarde provas do uso diário da moto, como rotas, ordens de entrega e mensagens.

Você faz as entregas do supermercado de moto todos os dias sem nunca ter recebido periculosidade?

12/08/2026

Você trabalha na limpeza e nunca recebeu insalubridade?

Tudo depende de um detalhe: o que exatamente você limpa. A justiça faz questão de separar isso.

Limpar só salas, corredores e escritórios, em regra, não dá o adicional. Mas limpar banheiros de uso coletivo e grande circulação, ou lidar com lixo, é outra história.

Nesses casos, você f**a exposto a agentes biológicos, quase como quem trabalha com lixo urbano. E isso costuma garantir a insalubridade no grau máximo, que é 40%.

Ou seja, se a sua rotina inclui limpar banheiros usados por muita gente, ou recolher lixo, o seu direito é forte.

E a desculpa da empresa de que te deu luva nem sempre afasta o direito, porque muitas vezes o equipamento não elimina o contato.

Isso depende de perícia, e dá para cobrar os últimos 5 anos. Guarde provas da sua rotina, como fotos e colegas que confirmem.

Você limpa banheiros de uso coletivo e lixo ou só salas e áreas comuns?

12/08/2026

Você sofreu um acidente de trabalho, estava sem carteira e com só 5 meses de serviço, e se pergunta se vale a pena correr atrás?

Vale muito a pena. E a falta de registro, longe de te atrapalhar, mostra mais uma irregularidade da empresa.

Primeiro, o vínculo. Trabalhar sem carteira não apaga que você era empregado. Se você tinha horário, cumpria ordens e não podia mandar outro no seu lugar, a justiça pode reconhecer o vínculo, mesmo com pouco tempo, e obrigar a empresa a pagar FGTS, férias e décimo terceiro do período.

Segundo, e mais importante no seu caso, o acidente. Estar sem registro não tira o seu direito à reparação. Se o acidente aconteceu porque faltou segurança, faltou equipamento de proteção ou treinamento, a empresa é responsável e pode ter que pagar indenização pelo que você sofreu.

E tem um ponto que a empresa vai querer esconder. Justamente por não ter registrado você, ela tende a fugir da responsabilidade. Por isso, reconhecer o vínculo é o que destrava também os seus direitos previdenciários, como o benefício e a estabilidade.

Guarde tudo: laudos, exames, fotos da lesão, provas de que você trabalhava ali e testemunhas do acidente.

O seu acidente aconteceu porque faltou segurança ou proteção no seu trabalho?

12/08/2026

Você levou uma justa causa acusado de apresentar atestado médico falso e quer saber se pode recorrer?

Recorrer você sempre pode. Mas eu preciso ser honesto com você, e a resposta depende muito da verdade dos fatos.

Se o atestado era realmente falso e você apresentou sabendo disso, de propósito, a situação é delicada. Apresentar documento falso é uma falta grave séria, e nesses casos a justa causa costuma ser mantida pela justiça. Reverter é difícil.

Agora, a história muda completamente se houver outra explicação. Você pode contestar, por exemplo, se o atestado era verdadeiro e a empresa errou ao achar que era falso. Ou se você não sabia de nenhuma irregularidade, se recebeu o documento de boa-fé de uma clínica ou profissional.

Também é possível questionar se a empresa não seguiu as regras. Ela precisa provar de verdade que o documento é falso e que você agiu de má-fé. Suspeita, sozinha, não basta. O ônus da prova é dela.

Ou seja, o caminho existe, mas ele depende de você poder demonstrar que não houve fraude da sua parte.

Se for o seu caso, guarde tudo: o atestado, os dados da clínica ou do médico e qualquer prova de que ele é legítimo.

O seu atestado era verdadeiro e a empresa se enganou, ou existe alguma dúvida real sobre ele?

A empresa negou o seu vale-transporte alegando que a distância é curta?Esse argumento não vale. A lei não exige distânci...
12/08/2026

A empresa negou o seu vale-transporte alegando que a distância é curta?

Esse argumento não vale. A lei não exige distância mínima para você ter direito ao vale. Se você usa transporte público para chegar ao trabalho, o vale é seu, ponto.

A empresa não pode decidir sozinha que você é obrigado a ir a pé para economizar. Se o transporte público faz parte do seu trajeto, ela tem que fornecer.

E o desconto que ela pode fazer tem limite: não passa de 6% do seu salário-base. O que custar a mais, quem paga é a empresa.

Negar o vale com a desculpa da distância é jogar em você um custo que é obrigação dela. E dá para cobrar o que foi negado.

A sua empresa nega o vale usando a distância como desculpa para não pagar?

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11/08/2026

Você trabalha na pizzaria há 1 ano e 2 meses, sendo o primeiro ano sem registro, e quer saber se tem direitos?

Tem sim, e esse primeiro ano não pode ser apagado. A falta de registro não tira os seus direitos, só mostra que a empresa estava irregular.

Se durante esse ano você tinha horário, cumpria ordens e não podia mandar outro no seu lugar, você já era empregado. A justiça pode reconhecer o vínculo desde o primeiro dia, e não só de quando assinaram a carteira.

Isso signif**a que a empresa deve o FGTS daquele ano com a multa de 40%, as férias com o terço, o décimo terceiro e o registro do período, que conta para a sua aposentadoria.

E tem um detalhe importante. Ao registrar depois, a empresa costuma colocar como data de início o dia da assinatura, encurtando o seu tempo real de casa. Isso pode ser corrigido para incluir aquele primeiro ano.

Como você ainda trabalha lá, o melhor é ir juntando provas desde já. Guarde conversas, fotos no local, comprovantes de pagamento, PIX e nomes de colegas.

A sua carteira registra a data certa em que você começou ou só a partir de quando assinaram?

11/08/2026

Você trabalhou mais de 4 anos sem registro na carteira e quer saber quais são os seus direitos?

A falta de registro não apaga nada. Se você tinha horário, cumpria ordens e não podia mandar outro no seu lugar, era empregado, e a justiça pode reconhecer isso.

Com o vínculo reconhecido, a empresa é obrigada a pagar o que sonegou: FGTS de todo o período com a multa de 40%, férias com o terço, décimo terceiro de cada ano e o registro que conta para a sua aposentadoria.

Aqui vale o ponto que quase ninguém explica. O reconhecimento do tempo pode ser de todo o período trabalhado, mas a cobrança em dinheiro alcança os últimos 5 anos. Como você tem pouco mais de 4, dá para buscar praticamente tudo.

Só f**a atento: depois que você sai, tem até 2 anos para entrar com a ação.

Guarde tudo que prova o seu trabalho: conversas, fotos, comprovantes de pagamento e testemunhas.

Você ainda está trabalhando lá ou já saiu desse emprego sem carteira?

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