29/09/2024
"Opa nikatui mã’ē remē tē katu sīãpãrõ tã owa jaiko ipi."
É assim que se diz “A vida começa quando a violência acaba”, uma citação de Maria da Penha, na língua indígena Waijãpi, uma das mais faladas no Estado do Amapá.
A tradução acima foi feita por Evilázio Ribas Pereira, educador indígena há 35 anos, e colaborador do trabalho que tem sido feito pela Ouvidoria da Mulher do Estado do Amapá em prol da difusão do conhecimento sobre direitos das mulheres para os povos originários.
É neste contexto que recentemente foi traduzida para quatro línguas a Cartilha Multilíngue Maria da Penha, como parte de uma parceria entre o Governo do Estado do Amapá, o Tribunal de Justiça do Amapá, as Secretarias Estaduais de Políticas para as Mulheres e dos Povos Indígenas, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul – TJMS e o Tribunal de Justiça de Santa Catarina – TJSC.
A juíza e ouvidora da mulher do Tribunal de Justiça do Amapá, Elayne da Silva Ramos Cantuária, membro do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM, atuou na realização do projeto que, segundo ela, foi idealizado em respeito às especificidades da região norte da Amazônia.
A primeira edição da cartilha foi traduzida por educadores indígenas para as línguas Kheoul Karipuna, Kheoul Galibi Marworno, Palikur, Tiriyo e Kaxuyana. Uma segunda edição será produzida com outras línguas.
“Temos populações vulneráveis, entre elas, a população indígena, as comunidades tradicionais que habitam a Amazônia, a população ribeirinha. Essa população padece não só da falta de serviço sociais, políticas públicas, mas também de um acesso à justiça e de conhecimento das leis, da sua pauta de direitos e obrigações”, aponta a especialista.
Leia na íntegra: www.ibdfam.org.br