31/05/2026
O Itaú cobrou por 14 anos seguros que você nunca contratou. E o banco acaba de admitir.
O Ministério Público de Minas Gerais moveu uma ação civil coletiva acusando o banco de atuar com “extrema má-fé”.
Durante 14 anos, cobranças mensais de seguros apareciam nas faturas com nomes genéricos e confusos — “Seguro AP Premiado”, “Proteção Especial”, “Tranquilidade Total” — para dificultar a identificação. Apareciam até em cartões bloqueados, sem uso.
O esquema funcionava porque os valores eram pequenos e vinham somados ao total da fatura.
Quem pagava com medo dos juros rotativos não percebia.
Quem tentava cancelar enfrentava burocracia — e mesmo após a promessa de cancelamento, as cobranças continuavam.
Não foram só correntistas do Itaú. Clientes de cartões co-branded também foram lesados: Magazine Luiza, Walmart, TAM, Azul, Fiat, Ford, Vivo, TIM e outros.
O banco admitiu e assinou acordo com o MP — mas criou barreiras para dificultar o ressarcimento. Só recebe quem já havia registrado reclamação formal até 18 de dezembro de 2025. Quem descobriu agora ficou fora do acordo coletivo.
Mas o direito individual ainda pode ser exercido. Acesse suas faturas antigas, procure por esses nomes, e registre reclamação no Consumidor.gov.br, Procon da sua cidade ou nos Juizados Especiais das Relações de Consumo.
A admissão do banco é evidência a seu favor.
💾 Salva esse post e compartilha para possa chegar às mãos de quem foi lesado e ainda não sabe. 👊