Mayara Bitencourt Advocacia

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Ele desaparece da rotina, e mesmo assim é tu que precisa justificar. Tu que ouves perguntas, tu que dá resposta, tu que ...
01/07/2025

Ele desaparece da rotina, e mesmo assim é tu que precisa justificar. Tu que ouves perguntas, tu que dá resposta, tu que consola teu filho e ainda tenta não demonstrar a raiva que sente. A culpa que ele deveria carregar volta como cobrança em cima de ti.

Se o vínculo do filho com ele não existe, dizem que tu afastaste. Se o filho não quer ir, dizem que é influência tua. Como se o amor fosse algo que se impõe por lei — e não algo que se constrói na convivência.

Tu nunca impediste. Ele é que nunca se esforçou.

Ele diz que não pode pagar mais.Que está apertado. Endividado. Sobrevivendo.Mas nas redes sociais…Tem rolê, tem vinho ca...
30/06/2025

Ele diz que não pode pagar mais.
Que está apertado. Endividado. Sobrevivendo.

Mas nas redes sociais…
Tem rolê, tem vinho caro, tem viagem pro litoral, tem carro novo e até legenda de autoajuda.

📌 É aí que mora a contradição — e a tua oportunidade.
📸 O que fazer?

1. Printa tudo.
Não espera sumir. Cada story e cada post contam.

2. Anota ou registra a data.
Melhor ainda se o print mostrar o relógio e o calendário do teu celular ou computador.

3. Organiza por ordem cronológica.
Cria uma pastinha com as provas. Inclui prints de legendas, comentários, check-ins, e até de quem curtiu. Isso mostra a veracidade do conteúdo.

4. Comprove a frequência.
Se ele vive dizendo que está sem dinheiro, mas aparece ostentando repetidamente, isso mostra um padrão — e o padrão importa juridicamente.

O nome disso é prova de capacidade financeira incompatível com o valor da pensão.
E pode (e deve) ser apresentada no processo.

Ele não quer pagar o que é justo?
Então que justifique diante da realidade que ele mesmo expõe na internet.

💬 Já fizeste esse tipo de coleta de prova? Te ajudou no processo? Compartilha tua experiência.

Tu achas caro contratar uma advogada.Mas segue pagando, sozinha, escola, fono, terapia, inglês, uniforme, remédio, babá…...
27/06/2025

Tu achas caro contratar uma advogada.

Mas segue pagando, sozinha, escola, fono, terapia, inglês, uniforme, remédio, babá…
E ainda precisa implorar pro genitor “ajudar” com o básico.
Enquanto isso, ele escolhe quando quer ser pai.
Aparece quando convém. Some quando cansa.
E ainda te acusa de ser “difícil”, “radical”, “conflituosa”.

📌 O que sai caro, de verdade, é viver à mercê do humor e da conveniência de quem nunca dividiu carga nenhuma.
📌 O que custa é carregar o peso de dois e ainda ser chamada de exagerada.
📌 O que dói é ter que explicar pra um advogado comum — e pro Judiciário — o óbvio: que tu tá exausta e sobrecarregada.

Uma advogada especializada, com técnica e perspectiva de gênero, entende que teu caso não é “só mais um processo”.

É uma estratégia de sobrevivência.
É uma luta por justiça.
É um basta silencioso à v10l3nc14 institucional e ao abandono paterno.

Então pensa bem:
O custo da advogada tu parcela.
Mas o custo de viver sem paz… tu sente todo santo dia.

Tu já cedeu tanto que até perdeste a conta. Reorganizou a vida, trocou agenda, fingiu que tava tudo bem só pra manter a ...
26/06/2025

Tu já cedeu tanto que até perdeste a conta. Reorganizou a vida, trocou agenda, fingiu que tava tudo bem só pra manter a paz. Mas basta dizer “agora não dá” e a etiqueta de “difícil” cai sobre ti.

Nunca é suficiente. Teus esforços são invisíveis. E tua tentativa de impor limites vira motivo de crítica.

Mas dizer não também é forma de se proteger. E ser firme não te faz errada — te faz viva.

Porque a mãe presente não é exceção.Ela é regra.Ela é esperada. Exigida.Ela é invisível, mesmo fazendo tudo.Ninguém elog...
25/06/2025

Porque a mãe presente não é exceção.
Ela é regra.
Ela é esperada. Exigida.
Ela é invisível, mesmo fazendo tudo.

Ninguém elogia a mãe que acorda de madrugada, que leva na escola, que cuida da febre, que responde no grupo da professora, que lembra do lanche, do uniforme, da vacina, da consulta.

Ninguém chama de “presente” quem está todos os dias — porque esperam que ela esteja, sempre.

Mas o pai?
Quando aparece uma vez por semana, vira herói.
Quando “ajuda”, vira exemplo.
Quando paga a pensão (obrigação legal), dizem que ele “é muito correto”.

📍 Presença materna é silenciosa.
📍 É solitária.
📍 E ainda assim, é cobrada com severidade e zero reconhecimento.

Não existe “mãe presente” porque esperam que tu estejas sempre ali, mesmo cansada, doente, exausta, ignorada.
Porque quando tu fazes tudo, é “teu dever”.
Mas quando o genitor faz o mínimo, é “pai participativo”.

Chega de naturalizar a ausência masculina e a sobrecarga feminina.
Chega de aplaudir quem some e de exigir perfeição de quem sustenta tudo.

Comenta se tu já viste alguém elogiar um pai por fazer o que tu fazes todo santo dia.
E compartilha com uma mulher que já cansou de ser invisível mesmo sendo indispensável.

Ele foi embora. E com ele foram embora também os boletos divididos, os compromissos com a escola, as noites em claro, os...
24/06/2025

Ele foi embora. E com ele foram embora também os boletos divididos, os compromissos com a escola, as noites em claro, os imprevistos do dia a dia. Só que ninguém responsabiliza quem some — só cobram mais ainda de quem ficou.

E tu segues ali: resolvendo, acolhendo, protegendo. Com a dor engolida e o sorriso forçado, porque a última coisa que a sociedade aceita é uma mãe que demonstra fraqueza.

Mas sorrir com dor não é virtude. É sobrevivência.

É aquela que atua com técnica, amparo legal e consciência social.Que não trata teu processo como mais um — mas como uma ...
23/06/2025

É aquela que atua com técnica, amparo legal e consciência social.
Que não trata teu processo como mais um — mas como uma luta legítima de uma mulher que carrega sozinha o que deveria ser dividido.

Uma advogada com perspectiva de gênero conhece a lei, mas também reconhece as violências sutis que muitas vezes passam despercebidas:
▪️ O uso do processo judicial como forma de v10l3nc14 psicológica.
▪️ A pensão insuficiente como instrumento de controle e retaliação.
▪️ A guarda como moeda de troca.
▪️ A ausência do genitor como “liberdade paterna” e não como negligência.

📌 Ela atua com base no Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do CNJ — um instrumento que obriga o Judiciário a considerar as desigualdades reais entre homens e mulheres na hora de julgar.

Ela sabe que não basta citar o Código Civil.

É preciso argumentar com técnica, estratégia e consciência de que o Direito de Família, no Brasil, ainda carrega estereótipos patriarcais que penalizam mães e blindam genitores.

Durante anos, tu seguraste tudo sozinha.Teu filho cresceu vendo quem cuidava, quem levava no médico, quem ensinava a esc...
20/06/2025

Durante anos, tu seguraste tudo sozinha.
Teu filho cresceu vendo quem cuidava, quem levava no médico, quem ensinava a escovar os dentes, quem acalmava nas noites de febre.

Enquanto isso, o genitor aparecia quando queria — ou simplesmente não aparecia.
Agora que o vínculo com o filho é frágil ou inexistente, ele surge no processo te acusando de alienação parental.
Como se o afastamento fosse culpa tua.
Como se vínculo se criasse por obrigação legal — e não por presença real.

📍 Tu não afastaste. Ele nunca se aproximou.
📍 Tu não impuseste rejeição. Ele só não construiu afeto.
📍 E o Judiciário precisa parar de aceitar essa narrativa como se fosse verdade absoluta.

Mas atenção: esse tipo de acusação é grave e precisa ser enfrentada com seriedade.
Um processo mal conduzido pode, sim, resultar na perda da guarda ou na imposição de medidas que ferem ainda mais o teu equilíbrio e o do teu filho.

Por isso, não dá pra enfrentar esse tipo de ação sem estar bem representada.
Tu precisas de uma advogada que conheça a lei, sim —
Mas que também entenda o contexto, a dinâmica da maternidade solo e as estratégias usadas por genitores que usam o sistema pra continuar controlando.
Alienação parental não é o nome bonito pra ausência paterna.

E usar esse argumento como chantagem judicial é só mais uma forma de v10l3nc14 institucional contra quem sempre segurou tudo.

💬 Já te acusaram de alienação mesmo tu tendo feito tudo sozinha?
📤 Compartilha com uma mulher que está vivendo esse tipo de processo — e precisa saber que há caminhos de defesa, com técnica e consciência.

Não é exagero, é exaustão. E é cruel que, mesmo fazendo tudo, tu ainda tenhas que explicar o teu cansaço. Quando tu fala...
19/06/2025

Não é exagero, é exaustão. E é cruel que, mesmo fazendo tudo, tu ainda tenhas que explicar o teu cansaço. Quando tu falas, é drama. Quando tu te calas, é negligência. Nada do que tu fazes é suficiente pra quem nunca entendeu o tamanho da carga.

Tu estás no limite não por fraqueza, mas porque ninguém deveria estar nessa posição por tanto tempo, sozinha.

Tu tens todo o direito de estar cansada. E ninguém tem o direito de invalidar isso.

Se fosse só pelo dinheiro, eu teria seguido por outro caminho.A verdade é que outras áreas da advocacia pagam mais, têm ...
18/06/2025

Se fosse só pelo dinheiro, eu teria seguido por outro caminho.
A verdade é que outras áreas da advocacia pagam mais, têm processos mais rápidos, menos carga emocional e quase nenhuma resistência institucional.
Mas nenhuma delas me conectaria com o que realmente me move: a busca por justiça para mulheres e crianças.

Eu escolhi estar ao lado de mulheres que o sistema insiste em deixar sozinhas.
De mães que sustentam, cuidam, educam e ainda precisam se defender num tribunal que muitas vezes duvida da palavra delas.
De quem não pode errar, não pode cansar, não pode parar — porque sabe que, se cair, ninguém segura.

Advogar pra essas mulheres exige mais do que técnica.
Exige coragem. Exige consciência. Exige um compromisso que vai muito além da petição.

É por isso que eu continuo aqui.
Porque justiça, pra mim, não é retórica: é reparação.
E essa reparação tem nome, rosto, CPF — e carrega um filho pela mão.

No momento em que tu tentas te priorizar, o julgamento vem rápido. Como se tu não tivesse o direito de respirar, de para...
17/06/2025

No momento em que tu tentas te priorizar, o julgamento vem rápido. Como se tu não tivesse o direito de respirar, de parar, de pensar em ti mesma. Mas ninguém se pergunta o que tu abriste mão nos últimos tempos. Ninguém vê o quanto tu já te deixaste pra depois.

Tu só queres um tempo pra ti — e isso é chamado de egoísmo. Mas quando ele some por semanas, dizem que ele “precisa de espaço”.

A régua é diferente. Sempre foi.

Existe algo profundamente errado na forma como a paternidade tem sido exercida (ou melhor, evitada) por muitos homens ap...
16/06/2025

Existe algo profundamente errado na forma como a paternidade tem sido exercida (ou melhor, evitada) por muitos homens após a separação.
O genitor vai embora de casa — e com ele, vai também a responsabilidade da rotina.

O filho deixa de ter um quarto na casa do genitor e passa a ter uma mochila de rodinhas, que vai e volta quinzenalmente com roupa de cama, escova de dente e remédio para febre.

Mas filho não é hóspede.

Filho precisa ter espaço — físico, emocional e afetivo — também na casa do genitor.
Precisa saber onde vai dormir, onde estão seus livros, quem faz seu café da manhã quando acorda doente, quem conhece o nome da professora, o horário da aula de inglês, o que o acalma quando está com medo.

Não basta buscar no sábado, levar no parquinho, tirar fotos sorrindo e devolver no domingo à noite dizendo que “foi ótimo”.

Isso é turismo emocional. Não é paternidade.

Paternidade de verdade se constrói na rotina.
Na tarefa da escola.
No dia em que a criança adoece.
No grupo do WhatsApp da turma.
No incômodo da birra.
Na responsabilidade de colocar pra dormir — e estar lá quando acordar.

A criança tem direito à convivência, à previsibilidade, ao afeto compartilhado.
E tu, mãe, não és responsável por carregar essa estrutura inteira sozinha, enquanto ele aparece pontualmente para os aplausos.

🗣 Se tu já passaste por isso, comenta aqui.
📲 Marca uma mulher que vive exatamente essa ausência disfarçada de “visita”.

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