06/05/2026
Eu sempre fui uma mulher forte.
Mas a verdade é que a mulher que eu era antes não suportaria tudo o que eu vivi nos últimos anos.
A vida mudou. Eu mudei.
Aprendi a sobreviver em silêncio, a cair e levantar sem ter ninguém para segurar minha mão, a continuar mesmo destruída por dentro.
Perdi muita coisa no caminho. Confiança, estabilidade, sonhos, pessoas.
Mas não perdi a minha essência.
Hoje eu tenho uma força diferente. Não é a força da mulher que quer vencer. É a força da mulher que decidiu que não vai ser destruída.
E talvez essa seja a versão mais forte de mim que já existiu.
Porque depois de tudo, eu ainda estou aqui. Viva. De pé. E sem medo de recomeçar.
E hoje, 100 dias depois de sobreviver à violência, à exposição, ao descaso e à omissão que quase destruíram a minha vida, eu continuo de pé.
E eu vou reconstruir tudo o que tentaram destruir ao meu redor.
E vou ajudar a levantar todas as mulheres que eu encontrar caídas pelo caminho.