19/03/2026
Há um ano eu entreguei meu trabalho a São José.
Hoje recebi meu crachá.
Aprendi com meu pai, Francisco, duas coisas muito simples e muito grandes:
amar o trabalho e estudar para ajudar as pessoas.
Ele dizia: “Fia, o pai não pode te dar nada… mas o estudo o pai vai dar um jeito.”
E ele deu.
Foi desse lugar que caminhei pela advocacia: estudo, trabalho e o desejo de ajudar pessoas a resolver problemas que elas mesmas não tiveram a oportunidade de aprender a resolver.
Mas, com alguns anos de experiência e estudo contínuo, percebi algo que me inquietou profundamente: eu estava desonrando aquilo que havia aprendido com meu pai.
Foi então que conheci outro pai: São José.
E quando conheci sua história, duas coisas me encantaram profundamente:
José, o justo.
E José, aquele que o anjo visita em sonho… ele acorda e faz a vontade de Deus revelada.
Aquilo tocou meu coração.
Como eu queria também fazer a vontade de Deus.
Como eu queria também viver os sonhos que Deus sonhou para minha vida.
Foi então que resolvi confiar nesse pai celeste.
Há exatamente um ano eu tinha diante de mim a oportunidade de voltar para um escritório de advocacia e para uma vida muito parecida com a que já havia vivido.
Mas naquele mesmo dia era também minha consagração a São José.
Ali eu não li apenas um texto.
Ali eu entreguei minha vida.
Meu trabalho.
Meu conhecimento.
Pedi que, pela intercessão de São José, todo o meu ser fosse conduzido para aquilo que mais faz Jesus ser amado e conhecido.
E segui com uma única certeza no coração:
“Não sei como virá, não sei de onde virá, só sei que São José proverá"
Hoje, um ano depois, recebo meu crachá funcional.
Como explicar? Eu não sei.
Como entender? Também não entendo.
Eu só sei as orações que Deus me dá a graça de fazer e em quem deposito a minha confiança.
Não poderia haver dia mais oportuno para receber este crachá.
Em tudo eu vejo a bondade de Deus e o cuidado filial de Nossa Senhora e de São José com esta jumenta encabrestada que descobriu que perder para Deus é, na verdade, ganhar o Tudo.
Porque a vida só começa quando aprendemos a educar a nossa vontade, não para aquilo que queremos, mas para aquilo que Deus quer de nós.