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TEA e TDAH podem estar dentro do mesmo grupo de transtornos do neurodesenvolvimento.Mas isso não significa que recebam o...
18/09/2026

TEA e TDAH podem estar dentro do mesmo grupo de transtornos do neurodesenvolvimento.

Mas isso não significa que recebam o mesmo tratamento jurídico.

No caso do TEA, a legislação brasileira possui uma previsão expressa. A Lei nº 12.764/2012 estabelece que a pessoa com Transtorno do Espectro Autista é considerada pessoa com deficiência para todos os efeitos legais.

Com o TDAH, o cenário é diferente.

O diagnóstico, isoladamente, não gera hoje uma equiparação geral e automática à PcD nos mesmos moldes previstos para o TEA.

Isso também não significa que uma pessoa com TDAH nunca possa ser reconhecida como pessoa com deficiência.

Dependendo das circunstâncias, é necessário analisar os impedimentos de longo prazo, as barreiras enfrentadas e os impactos concretos na participação da pessoa na sociedade.

E existe mais um ponto importante.

Há discussão legislativa em andamento sobre os direitos das pessoas com transtornos do neurodesenvolvimento. Porém, projeto de lei em tramitação não pode ser tratado como se já fosse uma lei vigente.

Por isso, duas perguntas precisam ser separadas:

A pessoa é juridicamente considerada PcD?

Ela preenche os requisitos específicos para o direito que pretende exercer?

Nem sempre as respostas serão iguais.

Salve este conteúdo para consultar quando surgir essa dúvida e compartilhe com alguém que precisa entender essa diferença.

Um inventário pode envolver mais patrimônio do que aquilo que aparece imediatamente na relação de bens.Quando existe uma...
17/09/2026

Um inventário pode envolver mais patrimônio do que aquilo que aparece imediatamente na relação de bens.

Quando existe uma pendência financeira com uma construtora, surge uma questão importante: aquele possível crédito também pode fazer parte da sucessão?

A resposta depende da natureza do direito, de quando ele surgiu, dos documentos existentes e das particularidades da relação contratual.

Por isso, olhar apenas para imóveis, veículos e valores disponíveis pode deixar de fora direitos com expressão econômica que merecem ser analisados.

Em questões sucessórias envolvendo relações imobiliárias, os detalhes jurídicos e documentais podem fazer diferença na identificação do patrimônio.

Salve este conteúdo para consultar quando precisar e compartilhe com alguém que possa se interessar pelo tema.



O inventário extrajudicial poderá avançar mesmo sem o pagamento antecipado do ITCMD. Mas isso não significa que o impost...
16/09/2026

O inventário extrajudicial poderá avançar mesmo sem o pagamento antecipado do ITCMD. Mas isso não significa que o imposto deixou de ser devido.

O CNJ decidiu que o recolhimento prévio do tributo não poderá mais ser utilizado como condição para a lavratura da escritura de inventário e partilha extrajudicial.

A mudança retira uma barreira importante para a realização do ato em cartório.

A obrigação tributária, entretanto, permanece.

Quando houver imposto ainda não quitado, essa informação deverá constar da escritura e o ato será comunicado à Fazenda estadual, possibilitando a cobrança posterior.

Os cartórios também continuarão solicitando as certidões de débitos e registrando eventuais pendências.

Portanto, são duas questões diferentes: permitir que o inventário seja realizado e definir como a obrigação tributária será posteriormente regularizada.

A análise do caso concreto continua sendo importante para compreender os efeitos patrimoniais e tributários envolvidos.

Salve este conteúdo para consultar quando precisar e compartilhe com alguém que esteja passando por um inventário.

Fonte: CNJ, Pedido de Providências nº 0008622-24.2025.2.00.0000.



18 anos de convivência.Depois, ela descobre que existe uma esposa.E o detalhe que torna essa história ainda mais complic...
15/09/2026

18 anos de convivência.

Depois, ela descobre que existe uma esposa.

E o detalhe que torna essa história ainda mais complicada: o casamento aconteceu depois do início da união estável.

A reação imediata poderia ser:

"Mas eu estava com ele antes."

Só que, no Direito Sucessório, essa informação não resolve tudo.

Cônjuge e companheiro possuem importante equiparação sucessória, mas isso não significa que qualquer relação produzirá os mesmos efeitos em qualquer situação.

Se, durante a convivência, houve um casamento válido com outra pessoa, será necessário analisar juridicamente o que aconteceu em cada período.

E é aqui que surge outro ponto que costuma gerar confusão.

Herança e meação não são a mesma coisa.

O período anterior ao casamento pode, conforme as circunstâncias, ser reconhecido como união estável. E determinados bens adquiridos nessa fase podem gerar direito à meação.

Nesse caso, uma parcela do patrimônio pode pertencer à companheira não porque ela herdou, mas porque aquele patrimônio também era dela.

Percebe como a pergunta "quem veio primeiro?" está longe de resolver o problema?

Datas, regime de bens, situação conjugal, provas da relação e momento de aquisição do patrimônio podem ser determinantes para compreender os direitos envolvidos.

Por isso, o inventário não deveria ser o momento de descobrir como uma relação de anos estava juridicamente estruturada.

Uma análise jurídica ainda em vida pode identificar riscos patrimoniais antes que eles se transformem em uma disputa.

Salve este conteúdo e compartilhe com alguém que vive em união estável.

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A existência de um testamento não significa, por si só, que qualquer discussão sobre sua validade esteja encerrada.Em de...
12/09/2026

A existência de um testamento não significa, por si só, que qualquer discussão sobre sua validade esteja encerrada.

Em determinadas situações, podem surgir questionamentos relacionados às condições da pessoa no momento em que manifestou sua vontade, às formalidades exigidas para aquele tipo de testamento ou a outras circunstâncias relevantes.

Mas existe um ponto importante: discordar do conteúdo do testamento não é o mesmo que demonstrar juridicamente um problema em sua validade.

Por isso, quando surgem dúvidas, não basta analisar apenas o que está escrito no documento. Os fatos, as provas e as circunstâncias em que ele foi elaborado podem ser determinantes para compreender o caso.

Salve este conteúdo e compartilhe com quem possa ter interesse em temas relacionados a testamento, inventário e sucessão.

Descobrir uma doença grave depois da aposentadoria não significa que seja tarde demais para discutir a isenção do Impost...
09/09/2026

Descobrir uma doença grave depois da aposentadoria não significa que seja tarde demais para discutir a isenção do Imposto de Renda.

Esse é um ponto que pode gerar muita confusão.

Alguns aposentados acreditam que a doença precisaria existir no momento em que se aposentaram para que o benefício fiscal pudesse ser aplicado. Mas não é assim.

Em determinadas situações, o diagnóstico ocorre anos depois da aposentadoria e, ainda assim, pode surgir o direito à isenção sobre rendimentos abrangidos pela legislação.

Isso não significa que todo diagnóstico resulte automaticamente na isenção.

É necessário verificar qual é a doença, se ela está entre as hipóteses previstas em lei, quais rendimentos são recebidos e as particularidades do caso.

Por isso, mais importante do que perguntar quando ocorreu a aposentadoria é compreender o que mudou juridicamente após o diagnóstico.

Salve este conteúdo e compartilhe com alguém que possa se beneficiar dessa informação.

Conteúdo informativo. A análise do direito depende das circunstâncias de cada caso.

O diagnóstico de TEA chegou depois dos 18 anos. Mas isso não significa, necessariamente, que seus reflexos começaram ago...
04/09/2026

O diagnóstico de TEA chegou depois dos 18 anos. Mas isso não significa, necessariamente, que seus reflexos começaram agora.

Quando existem elementos médicos capazes de demonstrar que a condição já estava presente anteriormente, pode surgir uma questão que muitas famílias nunca consideraram: como foram feitas as declarações de Imposto de Renda daqueles anos?

Dependendo das circunstâncias, declarações anteriores ainda podem ser retificadas, inclusive com a revisão de questões relacionadas à dependência e às despesas médicas.

Mas existe um cuidado importante.

Retificar não significa simplesmente acrescentar despesas e esperar uma restituição.

A inclusão de um dependente pode exigir que rendimentos, bens e outras informações também sejam considerados. Além disso, cada exercício precisa atender aos requisitos tributários aplicáveis e existe limite de tempo para a retificação.

Por isso, diagnóstico tardio não significa restituição automática.

Significa que pode existir um histórico médico e tributário que merece ser analisado antes que o prazo avance.

Salve este conteúdo e compartilhe com quem recebeu o diagnóstico de TEA somente na vida adulta.

Usucapião e invasão podem até ser confundidos no senso comum, mas juridicamente são situações diferentes.O simples fato ...
03/09/2026

Usucapião e invasão podem até ser confundidos no senso comum, mas juridicamente são situações diferentes.

O simples fato de alguém permanecer por anos em um imóvel não significa que automaticamente se tornou proprietário.

Na usucapião, o tempo é apenas um dos elementos relevantes. A forma como a posse é exercida, os prazos, os documentos e as regras aplicáveis também precisam ser considerados.

Já a invasão envolve a ocupação do imóvel sem autorização e contra a vontade do proprietário.

Por isso, quando o assunto envolve posse e propriedade, conclusões baseadas apenas no tempo podem ser equivocadas. Cada situação possui particularidades que precisam ser analisadas individualmente.

Salve este conteúdo para consultar quando precisar e compartilhe com alguém que também tenha dúvidas sobre o tema.

Continuar trabalhando depois da aposentadoria não significa, por si só, perder a isenção do Imposto de Renda sobre os pr...
02/09/2026

Continuar trabalhando depois da aposentadoria não significa, por si só, perder a isenção do Imposto de Renda sobre os proventos da aposentadoria.

Essa distinção é especialmente relevante para aposentados acometidos por alguma das moléstias graves previstas em lei.

O ponto que costuma gerar confusão é a existência de duas fontes de renda.

A remuneração recebida pelo trabalho continua sujeita às regras normais de tributação. Já os proventos da aposentadoria podem ser alcançados pela isenção, desde que os requisitos legais estejam presentes.

Por isso, o simples fato de o aposentado permanecer profissionalmente ativo não é suficiente para afastar o benefício sobre a aposentadoria.

Cada caso, porém, precisa ser analisado individualmente, considerando a origem dos rendimentos, a situação do contribuinte e o preenchimento dos requisitos previstos na legislação.

Salve este conteúdo para consultar depois e compartilhe com quem pode precisar dessa informação.

Quando se fala em deserdação, é comum imaginar pais excluindo filhos da herança.Mas a legislação brasileira também prevê...
01/09/2026

Quando se fala em deserdação, é comum imaginar pais excluindo filhos da herança.

Mas a legislação brasileira também prevê o caminho inverso.

Em determinadas situações graves previstas em lei, um filho pode deserdar o pai ou a mãe, desde que exista fundamento legal e sejam observados os requisitos necessários.

Ofensa física, injúria grave e desamparo em situações específicas estão entre as causas previstas pelo Código Civil.

Isso mostra que a deserdação não depende apenas da vontade de quem pretende excluir um herdeiro. É uma medida excepcional, sujeita a regras próprias e que exige análise cuidadosa de cada situação.

Salve este conteúdo para consultar posteriormente.

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