04/04/2022
Um dos principais impactos da pandemia no país foi na forma como os brasileiros se relacionam com as suas casas. Além do home office, esse espaço também passou a ser mais valorizado, a tal ponto que muitas pessoas mudaram de endereço nestes dois anos atípicos. Uma nova pesquisa joga luz sobre o fenômeno e sinaliza que algumas suposições que foram tomadas quase como verdades não necessariamente se confirmam.
Três em cada dez brasileiros (ou 28%, para ser mais preciso) mudaram de casa na pandemia, revela uma pesquisa encomendada pela Loft Analytics.
Em uma janela de tempo mais extensa, de quatro anos, o percentual de brasileiros que se mudaram sobe para 36%, sinalizando que a concentração desse movimento aconteceu, de fato, nos dois anos de pandemia.
Veja abaixo os 10 principais fatores citados por quem mudou de residência:
Necessidade de mais espaço: 12%
Reajuste do aluguel: 10%
Proximidade de familiares ou amigos: 9%
O proprietário pediu o imóvel: 9%
Região mais tranquila: 6%
Problemas no imóvel anterior: 6%
Proximidade do trabalho: 5%
Mudança por causa do trabalho: 5%
Espaço para fazer home office: 4%
Necessidade de menos espaço: 3%
“Por um lado, temos as famílias que passaram a estudar, trabalhar e ter momentos de lazer dentro de casa, e que, por isso, acabaram prestando mais atenção a esse ambiente. Pessoas que decidiram buscar moradias com cômodos maiores e mais bem divididos, para que fosse mais fácil separar os momentos de trabalho e lazer", disse Fábio Takahashi, gerente de dados e de conteúdo da Loft.
"Por outro lado, temos as famílias que perderam renda e não conseguiram arcar com o reajuste do valor do aluguel. Para essas pessoas, a mudança foi uma necessidade”, explicou.
Ou seja, o aumento de pessoas que se mudaram para espaços maiores conta apenas uma fração da história: uma em cada seis praticamente (12% de quem buscou mais espaço + 4% do espaço por home office).
Mas fatores "negativos" como reajuste do aluguel, pedido do imóvel de volta pelo proprietário e problemas no imóvel anterior, entre outros, responderam por 30% das mudanças realizadas.
Fonte: Exame.