Antonio Borges Advogados

Antonio Borges Advogados Defendo mulheres contra genitores abusivos e o machismo no Judiciário Advogado especialista em Direito de Família.

Defendo mulheres contra genitores abusivos e o machismo no Judiciário. Mais de 2.000 mulheres atendidas
Conselheiro OAB/DF 2022/2024

Alimentos não podem ser manipulados. E o TJSP deixou isso claro.A 9ª Câmara de Direito Privado do TJSP decidiu, em ação ...
19/08/2026

Alimentos não podem ser manipulados. E o TJSP deixou isso claro.

A 9ª Câmara de Direito Privado do TJSP decidiu, em ação revisional de alimentos, que mesmo havendo vínculo formal de emprego, a pensão deve ter um valor mínimo garantido. A decisão também determinou a obrigatoriedade de plano de saúde com cobertura na cidade onde a criança vive atualmente.

No caso, a pensão havia sido fixada ainda em 2020, em plena pandemia, em 30% do salário-mínimo, além de plano de saúde. Com o passar do tempo, as necessidades da criança aumentaram, a realidade financeira do genitor se alterou e, pior: o plano de saúde pago por ele não atendia mais o local de residência da criança, que passou a ser São Paulo.

O problema se agravou quando, diante da ausência de um piso mínimo, o genitor passou a utilizar um salário formal artificialmente baixo, reduzindo drasticamente o valor efetivo da pensão. Resultado? Mesmo após a revisão, a criança passou a receber menos do que antes.

O TJSP corrigiu essa distorção. Ao fixar um valor mínimo de alimentos e exigir cobertura de saúde compatível com a realidade da criança, o Tribunal reafirmou um princípio básico:
a pensão existe para atender às necessidades da criança, não para se adaptar a manobras do alimentante.

Essa decisão fortalece a efetividade da obrigação alimentar e protege quem realmente importa: a criança.
Pensão não é favor. É direito!

Você conhece algum genitor que mente a renda para diminuir a pensão?

Se o genitor não se faz presente na vida do filho, não demonstra amor, atenção ou carinho, não cumpre o regime de conviv...
18/08/2026

Se o genitor não se faz presente na vida do filho, não demonstra amor, atenção ou carinho, não cumpre o regime de convivência e não se esforça para criar momentos significativos, o vínculo naturalmente se perde. Isso não é culpa da mãe; é responsabilidade do genitor que escolheu se ausentar.

Quando a criança não sente segurança ou afeto para estar com o pai e prefere não ir, culpar a mãe de alienação parental é apenas uma tentativa de desviar a responsabilidade. Relacionamento é construção, e não existe laço sem esforço e presença constante.

Ser pai é um compromisso de vida. Não adianta apontar dedos se você não fez sua parte. A mãe não quer impedir a convivência do filho com o pai; pelo contrário. Muitas vezes, ela está exausta e precisa de um tempo para si: para cuidar de sua saúde, descansar, sair, ou simplesmente respirar. No entanto, quando o filho não quer ir, isso gera insegurança e preocupação nela.

Para que o filho queira estar com o pai, é preciso que ele deixe de ser apenas um genitor e passe a exercer plenamente o papel de pai. Cuide, ame, respeite seu filho, e ele desejará sua presença. Transforme a ausência em presença, e reconquiste o espaço que só o amor e o cuidado podem preencher.

Qual a sua opinião?

Tem mulher sendo chamada de “forte” quando, na verdade, está apenas tentando sobreviver a uma rotina que nunca deveria c...
17/08/2026

Tem mulher sendo chamada de “forte” quando, na verdade, está apenas tentando sobreviver a uma rotina que nunca deveria carregar sozinha.

A mãe trabalha, cuida, educa, leva ao médico, acompanha a escola, organiza a casa, administra despesas, noites mal dormidas, medos, crises e responsabilidades.

E, mesmo assim, quando ela chega ao limite, ainda perguntam:

“Mas você não dá conta?”

Talvez a pergunta correta seja outra:

Por que estão exigindo tanto dessa mãe enquanto cobram tão pouco do pai?

Sobrecarga materna não é demonstração de amor.
Abandono paterno não é “jeito de ser”.
Ausência não deve ser tratada como normal.

Pai não “ajuda”. Pai exerce responsabilidade parental.

E não é justo transformar a mãe que faz o possível em culpada pelo que o outro escolheu não fazer.

Precisamos parar de romantizar mulheres exaustas e começar a responsabilizar homens ausentes.

Mãe não precisa de aplausos por suportar tudo. Precisa deixar de ser obrigada a suportar tudo sozinha.

Se esse texto traduz uma realidade que você conhece, compartilhe. Algumas mães precisam ler que a sobrecarga delas não deve ser tratada como normal.

Faz sentido para você?

Justiça reconhece o direito de uma filha de excluir os dados do pai biológico e dos avós paternos de sua certidão de nas...
13/08/2026

Justiça reconhece o direito de uma filha de excluir os dados do pai biológico e dos avós paternos de sua certidão de nascimento, substituindo-os pelo nome do padrasto e dos avós socioafetivos.

“Há que se concluir que a verdade biológica nem sempre corresponde à verdade real da filiação. A filiação jurídica foi construída com base em outros elementos além do genético. O Direito deu um salto à frente da natureza ao considerar as dimensões cultural, social e afetiva do ser humano.”

Conforme consta no processo, o pai biológico abandonou a família quando a filha ainda era muito pequena.

Uma decisão relevante para a sociedade e para o Direito de Família.

O abandono paterno deixa marcas profundas e não pode ser tratado como algo natural ou inevitável. Ser pai vai muito além de simplesmente gerar uma vida; envolve cuidado, presença e afeto. Quando um pai escolhe se ausentar, transfere para a criança o peso de uma ausência que ela não escolheu. Felizmente, o Direito vem evoluindo para reconhecer e valorizar aqueles que, independentemente do vínculo biológico, assumem com amor e responsabilidade o papel de pai.

Qual a sua opinião?

Tem homem que só “vira pai” quando recebe intimação.Enquanto isso, a criança espera.Espera o depósito.Espera a visita.Es...
11/08/2026

Tem homem que só “vira pai” quando recebe intimação.

Enquanto isso, a criança espera.
Espera o depósito.
Espera a visita.
Espera o mínimo.

E o mínimo nunca deveria depender de um despacho judicial.

Não estamos falando de favor.
Não estamos falando de “ajuda”.
Estamos falando de obrigação legal e dever moral.

Pai não “ajuda”. Pai sustenta.
Pai não “colabora”. Pai cumpre responsabilidade.

O que mais revolta é ver que muitos só aparecem quando sentem o peso da lei quando o juiz determina, quando a prisão é decretada, quando o salário é bloqueado.

Mas a pergunta é:
precisava chegar a esse ponto?

Filho não é boleto opcional.
Filho não é vínculo descartável.
Filho não é obrigação que se cumpre por medo.

É triste.
E é mais comum do que deveria.

Me conta aqui: você também já viu pai que só paga depois da ordem judicial?
Ou pior: só depois de ameaça de prisão?

Em razão do Dia da Advocacia, a Subseção de Taguatinga não funcionara nesta terça-feira (11/08).As nossas atividades e o...
11/08/2026

Em razão do Dia da Advocacia, a Subseção de Taguatinga não funcionara nesta terça-feira (11/08).

As nossas atividades e o atendimento presencial serão retomados normalmente na quarta-feira (12/08).

Aproveitamos para parabenizar a todos os profissionais que fazem da justiça a sua missão diária!


O Superior Tribunal de Justiça manteve a condenação de um genitor a pagar R$ 150 mil por abandono afetivo à própria filh...
05/08/2026

O Superior Tribunal de Justiça manteve a condenação de um genitor a pagar R$ 150 mil por abandono afetivo à própria filha.

Ela foi criada pela mãe até os 5 anos. Depois que a mãe faleceu, cresceu com os avós maternos. Quando perdeu também os avós, tentou se aproximar do pai.

Sabe o que ele fez?
Bloqueou a filha nas redes sociais.

A Justiça reconheceu que a ausência intencional durante toda a infância e juventude, somada ao descumprimento das obrigações legais, configura dano moral.

Porque o dever de cuidado não é opcional.
Está na Constituição. Está no Código Civil. Está no ECA.

Pai não escolhe quando quer ser pai.

O caso chegou ao STJ, que negou o recurso do genitor e manteve a condenação.

E tem mais:
Enquanto ela vivia em situação de pobreza, descobriu que uma irmã recebia tratamento completamente diferente — luxo, viagens, acesso a patrimônio milionário.

No processo, laudos comprovaram sequelas graves:
depressão, baixa autoestima, autorrejeição e traumas permanentes.

Isso não é “mimimi”.
Isso é dano à vida inteira de alguém.

As indenizações por abandono afetivo raramente passam de R$ 30 mil.
Aqui, o valor foi de R$ 150 mil — um dos maiores do país, ficando atrás apenas de outro precedente do próprio STJ.

Essa decisão manda um recado claro:

Abandono também gera responsabilidade.
Omissão também é violência.
Filho não é descartável.

Para as mães que carregam tudo sozinhas:
a Justiça pode demorar, mas não está cega.

Me conta aqui: você acha que indenização resolve o abandono?

Justiça do DF impede pernoite entre pai e filha até os 8 anos.A decisão levou em conta que o genitor não mantinha visita...
30/07/2026

Justiça do DF impede pernoite entre pai e filha até os 8 anos.

A decisão levou em conta que o genitor não mantinha visitas regulares — aparecia apenas quando queria.
Sem vínculo afetivo consistente, não há segurança emocional para pernoites.

⚖️ A medida protege a criança e respeita seu tempo de adaptação.

Especialistas apontam que, por volta dos 8 anos, a criança já possui maior capacidade de lidar com novas rotinas e ambientes.

Convivência com o pai? Sim.
Pernoite precoce, sem vínculo? Não.

Na sua opinião, qual a idade mínima para que a criança possa dormir na casa do pai com segurança?

Some da vida do filho. Não cumpre convivência. Não participa da rotina. Não assume responsabilidade.Mas no processo apar...
28/07/2026

Some da vida do filho. Não cumpre convivência. Não participa da rotina. Não assume responsabilidade.
Mas no processo aparece indignado, dizendo que foi “afastado”.

Não foi afastado. Se afastou.

Transformaram a acusação de alienação parental em estratégia de defesa para encobrir omissão, conveniência e falta de compromisso emocional.

É o roteiro do genitor que quer parecer vítima sem nunca ter sido presença. Que quer direito sem exercer dever. Que quer palco no processo depois de ter abandonado os bastidores da vida real.

Enquanto isso, a mãe segura tudo sozinha. A criança sente tudo em silêncio.

- Narrativa não substitui convivência.
- Discurso não cria vínculo.
- Ausência tem consequência.

Qual a sua opinião?

A 9ª Câmara de Direito Privado do TJSP decidiu, em ação revisional de alimentos, que mesmo havendo vínculo formal de emp...
27/07/2026

A 9ª Câmara de Direito Privado do TJSP decidiu, em ação revisional de alimentos, que mesmo havendo vínculo formal de emprego, a pensão deve ter um valor mínimo garantido. A decisão também determinou a obrigatoriedade de plano de saúde com cobertura na cidade onde a criança vive atualmente.

No caso, a pensão havia sido fixada ainda em 2020, em plena pandemia, em 30% do salário-mínimo, além de plano de saúde. Com o passar do tempo, as necessidades da criança aumentaram, a realidade financeira do genitor se alterou e, pior: o plano de saúde pago por ele não atendia mais o local de residência da criança, que passou a ser São Paulo.

O problema se agravou quando, diante da ausência de um piso mínimo, o genitor passou a utilizar um salário formal artificialmente baixo, reduzindo drasticamente o valor efetivo da pensão. Resultado? Mesmo após a revisão, a criança passou a receber menos do que antes.

O TJSP corrigiu essa distorção. Ao fixar um valor mínimo de alimentos e exigir cobertura de saúde compatível com a realidade da criança, o Tribunal reafirmou um princípio básico:
a pensão existe para atender às necessidades da criança, não para se adaptar a manobras do alimentante.

Essa decisão fortalece a efetividade da obrigação alimentar e protege quem realmente importa: a criança.
Pensão não é favor. É direito!

Você conhece algum genitor que mente a renda para diminuir a pensão?

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