04/03/2026
A Recuperação Judicial não paralisa automaticamente a execução fiscal.
Esse é o ponto de partida, e não o ponto final da análise.
A legislação permite que a execução prossiga, mas impõe um critério essencial: ela não pode comprometer a atividade empresarial nem frustrar o objetivo do soerguimento.
Bloqueios automáticos, penhoras descoordenadas e atos constritivos praticados sem diálogo com o juízo da Recuperação não são medidas neutras. Podem violar a lógica do sistema recuperacional e esvaziar sua finalidade.
A discussão técnica não é sobre “se” a Fazenda pode executar, mas sobre como, quando e até onde essa execução pode avançar.
Execução fiscal em cenário de RJ exige análise estratégica e atuação jurídica consciente, não decisões padronizadas.