16/05/2020
A por reduziu o ritmo de doações de sangue no . Mas decisão recente do STF, de permitir a doação de sangue de homens homoafetivos, além de quebrar mitos e preconceitos, trará um time reforço para o rol dos doadores: os g**s.
Acostumados a dar o sangue na luta contra os preconceitos, coragem e vontade para doar sangue, literalmente, não vai faltar.
O diretor do Hemolagos, doutor Marcelo Paiva, considera importante a decisão do Supremo. "A decisão do STF, por sete a quatro, de permitir a doação de sangue de homens homoafetivos é um instrumento de cidadania. A triagem de doação de sangue deve ser feita pelo comportamento sexual de risco. O comportamento sexual de risco continuará valendo para que nós não habilitemos um doador, em função das doenças sexualmente transmissíveis pelo sangue", disse o diretor. (Fonte: g1.globo.com)
O STF considerou inconstitucional as normas do Ministério da Saúde (2014) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa (2016) que excluíam do rol de habilitados para doação de sangue os homoafetivos, normas essas baseadas na premissa discriminatória de que homossexuais são grupo de risco.
Por determinação legal, todo sangue doado é testado e, hoje, há o entendimento de que arriscada é a conduta de cada um, não a orientação sexual.
Seguindo decisão do , nesta semana a Assembleia Legislativa de Minas Gerais – votou pela extinção da regra que proíbe, em , a doação de sangue por parte de homens que mantiveram relação sexual com outros homens nos últimos 12 meses. (Fonte: em.com.br)
Próxima ao 17 de maio – Dia Internacional Contra a Homofobia e a Transfobia, a decisão do STF é um marco para a cidadania.
Os bancos de sangue agradecem!
Quem precisa de sangue, agradece!
Quem luta contra os preconceitos, agradece!
Sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5543
http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/bibliotecaConsultaProdutoBibliotecaPastaFachin/anexo/ADI5543.pdf
http://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=443015&ori=1