Pablo Eduardo

Pablo Eduardo ⚖️| Advogado Criminal
📞| 37 99837-6146
📷| Instagram: .adv
🔺| Membro da Comissão de Direito Penal da OAB/MG
📍Av.

do Contorno, 5823, sala 301, Savassi, BH (MG)

07/09/2026

😤 O drogado não aceita. Empurra. O pintor cai no chão.

🪨 E começa a pedrada. Uma, outra, outra. Homem caído, sendo apedrejado no meio da rua.

Quando a pedra vem na direção da cabeça, ele alcança o que estava ao lado: uma telha de zinco. Levanta o braço. Se protege.

✋ No choque, o agressor perde um dedo.

👉 Agora leia de novo quem virou réu.

🚔 Na delegacia a história vira do avesso: o drogado diz que ELE foi o atacado. Que quase morreu. E a acusação comprou: tentativa de homicídio.

⚖️ O absurdo:
→ Quem estava no chão virou agressor
→ Quem apedrejava virou vítima
→ Quem correu para não morrer virou assassino

🏛️ E o Estado? Não botou viatura na rua. Não tratou o dependente. Não impediu nada. Mas apareceu depois — não para proteger. Para acusar.

Ele não queria ser herói. Queria chegar em casa. 🏠

💬 E você, sente que o Estado garante a sua segurança?

06/09/2026

🚨 O CIDADÃO NÃO É OBRIGADO A FICAR PARADO ENQUANTO É ASSALTADO.

Esse pintor estava voltando do trabalho quando passou em frente a um bar.

Um usuário de crack pediu dinheiro. Ele disse que não tinha.

Foi quando o homem partiu para cima dele, pegou pedras e tentou agredi-lo.

O pintor reagiu com o que encontrou na rua: uma telha de zinco.

O agressor acabou ferido.

E sabe o que aconteceu depois?

👉 O pintor virou réu e foi parar no Tribunal do Júri.

Na defesa, sustentamos que ele não saiu procurando confusão. Ele foi atacado e reagiu à agressão.

Ao final, os jurados desclassif**aram a acusação de tentativa de homicídio para lesão corporal.

E como o crime de lesão corporal já estava prescrito, ele não tinha mais pena a cumprir.

Resultado: saiu do Tribunal do Júri e voltou para casa em liberdade.

Agora eu te pergunto:

Se alguém parte para cima de você para te agredir, você é obrigado a f**ar parado esperando apanhar?

Ou o cidadão também tem o direito de se defender?

⚖️ No Júri, a história precisa ser contada inteira.

04/09/2026

🚨 PINTOR É PRESO POR REAGIR E FERIR DEDO DE ASSALTANTE

O pintor tinha acabado de sair do serviço 👨‍🎨 quando passou em frente a um bar.

Um usuário de crack pediu dinheiro. 💰
Ele negou e disse que não tinha.

Foi quando o homem partiu para cima dele, jogando pedras. 🪨

Para se defender, o pintor pegou uma telha de zinco, deu apenas um golpe na mão do agressor e saiu correndo. 🏃‍♂️

O resultado?

👉 A ponta do dedo mínimo cortada.
👉 Parte do dedo ao lado também ferida.

Mas, na Delegacia, a versão foi outra… 👀

O homem afirmou que aquilo teria sido uma briga de bar e que o pintor teria usado DUAS FOICES, uma em cada mão, desferindo cerca de DEZ golpes. 🪓🪓

🤔 Dez golpes de foice.
🤔 Duas foices.
🤔 E apenas dois dedos atingidos.

No Tribunal do Júri, a Defesa sustentou que o pintor reagiu apenas para se proteger: deu um único golpe e fugiu do local. ⚖️

E o resultado? 🎯

O Conselho de Sentença desclassificou a acusação de tentativa de homicídio para lesão corporal.

E tem mais: como o crime de lesão corporal já estava prescrito, não havia mais pena a ser cumprida. ⏳⚖️

Por isso, o pintor foi embora para casa, solto e sem nenhuma pena para cumprir. 🏠🕊️

De uma acusação de tentativa de homicídio à liberdade.

No Júri, não basta contar uma história. É preciso que ela sobreviva às provas. 🎯

13/08/2026

Assaltante em liberdade agride idoso. Um tapa na cara da sociedade brasileira.

O homem que aparece como vítima neste caso não era um desconhecido da Justiça.

Três meses antes, havia cometido um roubo. Tinha mais de 17 boletins de ocorrência e diversas passagens por roubos e furtos. Ainda assim, estava em liberdade.

Em um bar, iniciou uma discussão com outro idoso, de quase 80 anos. O réu, também idoso, tentou intervir e pediu educadamente que ele parasse de agredir o outro homem.

A resposta?

Um tapa na cara.

Um idoso que nunca havia sequer pisado em uma delegacia foi humilhado por um homem com extenso histórico criminal.

Depois, os dois foram embora.

Mas o caso não terminou ali.

Quando o idoso voltou ao bar para pagar a conta, o agressor se aproximou novamente e disse que estava armado.

Com medo, o idoso pegou uma faca e desferiu golpes contra ele.

A vítima morreu.

Só depois se descobriu que ela não estava armada. Era um blefe.

No Tribunal do Júri, o idoso foi absolvido por legítima defesa putativa: ele acreditou, diante das circunstâncias, que estava diante de uma agressão iminente e que precisava se defender.

A pergunta que f**a é incômoda:

Até onde a liberdade de um criminoso pode colocar em risco a vida de pessoas que nunca tiveram qualquer passagem pela polícia?

Para mim, aquele tapa não foi apenas na cara daquele idoso.

Foi um tapa na cara do brasileiro.

DIA DO ADVOGADO ⚖️Escolhi essa foto para falar sobre o que signif**a, para mim, ser advogado.Ela foi registrada no Júri ...
11/08/2026

DIA DO ADVOGADO ⚖️

Escolhi essa foto para falar sobre o que signif**a, para mim, ser advogado.

Ela foi registrada no Júri em que tive a oportunidade de defender um pai acusado de matar o homem que havia abusado de sua filha.

Foi um dos julgamentos mais desafiadores que já enfrentei. Mas, ao final, conseguimos a absolvição.

E talvez seja por isso que essa imagem represente tão bem o orgulho que sinto da minha profissão.

Porque a advocacia tem esse poder: mudar a vida das pessoas.

Por trás de cada processo existe uma história. Existe uma família. Existe alguém que deposita em nós a esperança de ser ouvido e de ter uma defesa à altura daquilo que está enfrentando.

É por isso que, todos os dias, eu tenho orgulho de vestir a beca, pisar no Plenário do Tribunal do Júri e enfrentar o Estado.

Feliz Dia do Advogado. ⚖️🖤

11/08/2026

🍻 Uma noite comum no bar. O réu estava com a esposa, dançando e se divertindo, quando a vítima passou a assediá-la.

O casal foi embora. Mas a vítima foi atrás.

Depois de uma briga, ela saiu dizendo que voltaria armada.

Foi então que o réu atacou.

A vítima acabou morta.

⚖️ No Júri, a pergunta não era apenas “o que aconteceu?”, mas o que levou o réu a acreditar que precisava agir naquele momento?

👉 Assista ao corte e tire suas próprias conclusões.

04/08/2026

🙏 No Tribunal do Júri, eu precisei pedir desculpas a um homem que estava sentado no banco dos réus.

Pedir desculpas porque o Estado queria condená-lo e colocá-lo na cadeia por ter impedido que sua própria filha continuasse sendo vítima de abusos.

Como advogado de defesa, confesso que me senti profundamente indignado diante daquela situação. ⚖️

Não era apenas um processo. Era a história de um pai que, diante de uma situação extrema, fez aquilo que acreditava ser necessário para proteger a própria filha. 👨‍👧

E, no final, a Justiça foi feita. 🙌

Ele foi absolvido. 🕊️

Hoje, pode viver livre, ao lado da família, exatamente onde jamais deveria ter deixado de estar. ❤️

Essa absolvição f**ará marcada para sempre na minha trajetória como advogado. ⚖️

03/08/2026

O pai matou o padrasto que abusava da filha, uma jovem de 18 anos com deficiência intelectual.

O Ministério Público sustentou que, por ela ter 18 anos, a relação com o padrasto era consensual e não configurava abuso sexual.

A defesa sustentou que o pai agiu para salvar a filha de uma vida marcada por abusos.

O caso foi levado ao Tribunal do Júri e, ao final, o pai foi absolvido pelos jurados.

Um caso complexo, que colocou em debate os limites da vulnerabilidade e a realidade vivida por aquela família.

02/08/2026

O Ministério Público disse que o pai agiu por vingança ao matar o abusador da filha.

Mas, se fosse vingança, por que isso não foi colocado na denúncia como motivo torpe?

No Júri, não basta criar uma narrativa. A acusação precisa estar de acordo com o que foi formalmente imputado ao acusado.

31/07/2026

Nem sempre a letra fria da lei oferece a resposta que a sociedade considera mais justa.

Por isso, nos crimes dolosos contra a vida, a Constituição entregou o julgamento ao Tribunal do Júri.

Ali, quem decide não é um juiz.

São cidadãos comuns, representantes da própria sociedade.

Neste caso, um pai matou o homem que havia abusado de sua filha.

Ao final do julgamento, os jurados reconheceram a materialidade e a autoria dos fatos, mas optaram pela absolvição por clemência.

Em outras palavras, a sociedade, por meio dos jurados, decidiu conceder perdão àquele pai.

É justamente essa a singularidade do Tribunal do Júri.

Em determinadas situações, os jurados podem concluir que, embora um fato seja criminoso sob a ótica da lei, a resposta mais justa não é a condenação.

Concorde ou não com a decisão, ela revela uma das características mais marcantes do Júri: permitir que a própria sociedade participe dos julgamentos mais difíceis e humanos do nosso sistema de justiça.

⚖️ Afinal, existem casos que não são julgados apenas pelos códigos.

São julgados também pela consciência coletiva.

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