31/12/2025
2025 não foi um ano simples.
Foi um ano verdadeiro.
Se eu tivesse que resumir 2025 em uma palavra, seria intensidade.
Intensidade no trabalho, nas decisões difíceis, nos silêncios necessários e nos movimentos que ninguém vê, mas que mudam tudo por dentro.
Foi um ano de advocacia combativa.
Daquela que não aparece só na petição bonita, mas no plantão, no telefone que toca fora de hora, na família do cliente que deposita em você a última esperança, na prisão que aperta o peito, no processo que parece já decidido antes mesmo de começar.
Atuei em casos duros.
Prisões preventivas injustas.
Processos mal instruídos.
Acusações frágeis sustentadas apenas por narrativa.
E, ainda assim, segui. Um passo de cada vez. Estratégia, técnica e presença.
2025 também foi um ano de questionamento interno.
Sobre o sistema.
Sobre os limites da justiça.
Sobre até onde vale lutar e por quem vale lutar sempre.
Foi o ano em que eu entendi, de forma definitiva, que:
Nem toda vitória é barulhenta.
Nem toda derrota é fracasso.
Às vezes, resistir já é vencer.
Ao mesmo tempo, foi um ano de expansão.
De estruturar melhor o escritório.
De organizar processos, pessoas, ideias.
De transformar experiência em método, vivência em orientação, erro em aprendizado.
Também foi um ano de conflitos pessoais, de ajustes silenciosos, de carregar responsabilidades que não aparecem no currículo, mas moldam o caráter.
Família.
Casamento.
Expectativas.
Limites.
E, talvez o mais importante:
2025 foi o ano em que eu parei de tentar caber em moldes que não me pertencem.
Assumi quem eu sou, na advocacia e fora dela.
Com técnica, mas também com consciência.
Com razão, mas sem perder sensibilidade.
Com estratégia, mas sem abandonar verdade.
Não foi um ano perfeito.
Mas foi um ano honesto.
E se 2026 vier com ainda mais desafios, eu sigo do mesmo jeito:
presente, preparado e em movimento.
Porque quem anda com propósito, até quando cansa, não se perde.