26/09/2026
O vício em apostas pode colocar até imóveis e outros bens da família em risco.
Em um caso recente julgado em Santa Catarina, a Justiça decretou a curatela parcial de uma mulher diagnosticada com transtorno do jogo patológico. Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, ela realizava apostas em larga escala, acumulava dívidas e chegou a contratar empréstimos com imóveis em garantia.
A medida não retirou sua autonomia para todos os atos da vida civil. A restrição ficou limitada à administração do patrimônio, celebração de contratos e outros atos patrimoniais. O marido foi nomeado curador e deverá prestar contas periodicamente.
Na prática, isso mostra que a curatela não é automática apenas porque alguém aposta muito ou possui dívidas. No caso analisado, houve perícia psiquiátrica, documentos financeiros e demonstração concreta de que, durante as crises, existia perda de controle capaz de comprometer o patrimônio.
Para famílias que possuem imóveis, o alerta é importante: empréstimos, garantias, vendas e outros negócios feitos em um cenário de comprometimento da capacidade de administrar o patrimônio podem gerar consequências muito sérias.
Cada situação precisa ser analisada individualmente, principalmente quando existem imóveis, dívidas e risco de dilapidação patrimonial.
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