16/05/2019
NOTA EM DEFESA DO VOTO FEMININO
A luta pelo direito ao voto feminino começou antes da Proclamação da República no Brasil (1889), porém com o Decreto 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, no Governo de Getúlio Vargas, foi assegurado depois de muita campanha esse direito às mulheres. Era a grande conquista de votar e serem eleitas para cargos no Executivo e no Legislativo. Existiu uma autorização parcial por permitir somente para mulheres casadas, com autorização dos maridos, e para viúvas ou solteiras que tivessem renda própria. Em 1934 essas restrições caíram, e em 1946 o voto foi obrigatório para as mulheres, garantindo o pleno exercício de cidadania no direito humano fundamental que é o Direito ao Voto.
O Movimento Democracia nos Tribunais de Contas defende o Direito Humano Fundamental do Voto, principalmente na questão de garantir o voto da Conselheira Sabrina Nunes Iocken, no processo administrativo que questiona a contratação da empresa de Saneamento pela Prefeitura de Balneário Camboriú, que estranhamente e de forma agressiva foi impedida de realizar seu voto na Sessão do Tribunal de Contas no dia 08 de maio de 2019, pelo então Conselheiro Luiz Eduardo Cherem. O vídeo está na página do Movimento Democracia nos Tribunais de Contas, no Facebook, assista e veja o fato.
A Sociedade Catarinense não pode mais concordar com Conselheiros indicados ou nomeados para exercer tão importante cargo, por isso a necessidade urgente de alterar o artigo 61 da Constituição Estadual, elegendo Conselheiros através do voto direto com tempo de mandado de 4 anos, elegendo Conselheiros com formação acadêmica em Direito, Administração, Ciências Contábeis e Economia. Elegendo homens e mulheres que respeitem a Igualdade e a Liberdade de poder e saber julgar processos e que tenham o mínimo de Fraternidade no trato pessoal, evitando instintos e atitudes absolutistas.
A Campanha por Eleições Diretas para Conselheiros de Tribunais de Contas continua o seu trabalho de colher assinaturas para a Proposta de Emenda Constitucional e se solidariza com a Conselheira Sabrina Nunes Iocken ( ), pela garantia de seu voto na próxima Sessão do Tribunal de Contas de Santa Catarina, sem grosseiras ou atitudes de violência contra a Mulher, seja em qualquer lugar, no trabalho, no lar ou nas ruas.
Movimento Democracia nos Tribunais de Contas
A nota foi encaminhada para diversas entidades.