02/10/2013
Grandes catástrofes e adoção internacional
As grandes catástrofes, infelizmente, não são recentes e, segundo as Escrituras Sagradas, remontam há bastante tempo. Em casos dessa natureza é comum a preocupação com a quantidade de mortos e ajuda aos sobreviventes com roupas, água, cobertores e abrigo. .
Em 12 de janeiro de 2010 houve um terremoto no Haiti. Em razão desse fato, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha estima que cerca de três milhões de pessoas foram afetadas e o governo haitiano anunciou em 21 de janeiro do mesmo ano que aproximadamente 80 mil corpos foram enterrados em valas comuns.
Ao sismo ocorrido no Haiti, em 2010, muitos países responderam aos apelos pela ajuda humanitária, prometendo fundos, expedições de resgate, equipes médicas e engenheiros.
Inevitavelmente, um infinidade de crianças ficaram órfãs, uma vez que seus pais haviam morrido em decorrência do abalo sísmico, o que mobilizou pessoas do mundo todo a adotá-las. Devido a singularidade da situação, verificou-se uma flexibilização das normas para os casos de adoção internacional, preceituadas na Convenção de Haia.
Hoje, pergunta-se, dita flexibilização beneficiou realmente ditas crianças? Será que o objetivo social desse instituto jurídico, qual seja: colocação de uma criança ou adolescente em estado de abandono em um lar, em que possam ser amados como filho, com direito à educação, saúde, alimentação, fora realmente logrado?Quantos infantes foram "adotados" para alimentar redes de tráfico internacional de pessoas, prostituição infantil ou tornaram-se "secretárias" em "casas de família"?