01/09/2026
Fomos ao Febraban Tech como escritório de advocacia. O motivo apareceu no primeiro dia.
Os sistemas apresentados não estão sendo desenhados para sugerir. Estão sendo desenhados para decidir. Aprovar crédito, negar, cobrar, bloquear, encerrar um atendimento, sem que ninguém aperte um botão no meio do caminho.
Isso muda a operação das empresas. Não muda quem responde por ela.
Não existe, no vocabulário jurídico, “erro da inteligência artificial”. Existe a decisão da empresa que escolheu automatizar. Automatizar não transfere a responsabilidade. Apenas afasta a pessoa que poderia tê-la corrigido a tempo.
E o ponto que quase ninguém está discutindo não é o risco de a IA errar. É a capacidade de reconstruir a decisão depois. Mostrar qual critério foi aplicado, àquele cliente, naquele dia.
Sem esse registro, a discussão deixa de ser sobre tecnologia e passa a ser sobre prova. E aí ela já está em outro terreno.