15/09/2023
O Supremo Tribunal Federal aprovou na 2ª feira (11 de setembro), por 10 votos a 1, o retorno da contribuição assistencial para sindicatos.
A medida trata de uma espécie de taxa compulsória, uma vez que relembra o antigo imposto sindical. Ele vigorou até 2017 e arrecadou mais de R$ 3 bilhões ao ano para sindicatos e centrais.
A contribuição assistencial é destinada ao custeio das atividades de negociação coletiva dos sindicatos com os empregadores por benefícios dos trabalhadores. As conquistas nas negociações podem se estender a toda a categoria, independentemente de sindicalização.
Essa contribuição não se trata do imposto sindical, considerado inconstitucional pelo Supremo.
Segundo a tese fixada pela Corte, ficou decidido que é permitida a instituição, por acordo ou convenção coletiva, de contribuições assistenciais para todos os empregados de uma categoria, ainda que eles não sejam sindicalizados, desde que assegurado o direito de oposição.
Com o entendimento, qualquer sindicato poderá convocar uma assembleia a cada ano e, independentemente do número de trabalhadores presentes, determinar se haverá a cobrança da taxa –tanto para sindicalizados quanto para não sindicalizados.
Para não pagar, o trabalhador precisará avisar ativamente ao empregador que não deseja fazer a contribuição. Só assim o valor não será descontado.
“Nesse modelo, não há incentivos para o trabalhador se filiar ao sindicato. Não há razão para que ele, voluntariamente, pague por algo que não é obrigatório, ainda que obtenha vantagens do sistema. Todo o custeio f**a a cargo de quem é filiado. Trata-se de uma desequiparação injusta entre empregados da mesma categoria”, assinalou o Ministro Barroso em seu voto.
A solução alternativa proposta pelo ministro se resume em garantir o direito do empregado de se opor ao pagamento da contribuição assistencial.
“Ele continuará se beneficiando do resultado da negociação, mas, nesse caso, a lógica é invertida: em regra admite-se a cobrança e, caso o trabalhador se oponha, ela deixa de ser cobrada”, explicou.
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