21/08/2026
⚖️🚨 Até onde vai a liberdade de atuação do advogado dentro de uma audiência?
Um advogado que apontou supostas irregularidades em processos relacionados ao caso Deolane Bezerra passou a ser investigado por possível coação no curso do processo.
Segundo a reportagem, a investigação teve origem em declarações feitas durante uma audiência, em meio a uma discussão com o magistrado responsável pelo caso.
📌 E aqui surge uma questão jurídica importante.
O advogado não está em uma audiência para concordar com o juiz ou com a acusação. Sua função exige independência, liberdade técnica e, muitas vezes, firmeza para questionar decisões, apontar ilegalidades e defender os interesses de seu cliente.
Mas as prerrogativas profissionais também possuem limites.
O Código Penal prevê o crime de coação no curso do processo quando há uso de violência ou grave ameaça contra autoridade, parte ou qualquer pessoa que intervenha em processo judicial, policial, administrativo ou arbitral, com a finalidade de favorecer interesse próprio ou de terceiro.
Por isso, existe uma diferença jurídica relevante entre uma manifestação dura — ainda que incômoda ou contundente — e uma verdadeira grave ameaça destinada a interferir no andamento de um processo.
⚖️ Saber onde está essa fronteira exige analisar o contexto, as palavras utilizadas, a intenção atribuída à conduta e todas as demais provas. A existência de uma investigação, por si só, não signif**a que houve crime.
E esse caso provoca uma discussão importante para a advocacia criminal:
💬 Até que ponto uma manifestação firme de um advogado pode ser considerada exercício legítimo da defesa e a partir de que momento ela ultrapassa os limites das prerrogativas profissionais?
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