Arthur Barbosa Sociedade de Advogados

Arthur Barbosa Sociedade de Advogados Escritório de Advocacia com atuação em Direito Criminal, Civil, Trabalhista, Previdenciário e Tr

A omissão deliberada de vínculo na carteira de trabalho pode configurar crime de falsificação de documento público.O ent...
06/05/2026

A omissão deliberada de vínculo na carteira de trabalho pode configurar crime de falsificação de documento público.

O entendimento é que, quando o empregador deixa de registrar contratos para mascarar vínculos empregatícios, a conduta pode atingir não apenas direitos trabalhistas, mas também a regularidade de documentos públicos e informações previdenciárias.

Na prática, isso significa que a ausência de registro pode gerar:

responsabilidade trabalhista;

pagamento de verbas devidas;

reflexos previdenciários;

e, em certos casos, responsabilização criminal.

A formalização do vínculo não é mera burocracia. É uma garantia para o trabalhador e uma obrigação legal para o empregador.

Empresas devem tratar o registro trabalhista com seriedade, porque a informalidade pode gerar consequências muito maiores do que uma reclamação trabalhista.

Quando um relacionamento acaba, nem sempre a divisão envolve apenas bens, casa ou contas.Cada vez mais, a Justiça tem si...
04/05/2026

Quando um relacionamento acaba, nem sempre a divisão envolve apenas bens, casa ou contas.

Cada vez mais, a Justiça tem sido chamada a decidir sobre a convivência com animais de estimação após separações, divórcios ou dissoluções de união estável.

Embora, juridicamente, os animais ainda sejam tratados como bens semoventes, os tribunais vêm reconhecendo que eles não podem ser vistos como simples objetos, principalmente quando existe vínculo afetivo com ambas as partes.

Em alguns casos, é possível discutir judicialmente quem ficará com o animal, como será a convivência, quem arcará com despesas e até a possibilidade de visitas.

O ponto central costuma ser o bem-estar do animal, a relação de afeto construída e as circunstâncias concretas da separação.

Por isso, quando não há acordo entre as partes, a orientação jurídica pode ser essencial para evitar conflitos e buscar uma solução equilibrada.

O fim da relação não precisa significar o rompimento definitivo do vínculo com o animal de estimação. Em alguns casos, esse direito pode ser discutido na Justiça.

A licença-paternidade no Brasil está passando por uma mudança importante. Com a nova legislação, o período de afastament...
30/04/2026

A licença-paternidade no Brasil está passando por uma mudança importante. Com a nova legislação, o período de afastamento será ampliado de forma gradual: 10 dias em 2027, 15 dias em 2028 e 20 dias em 2029, além da criação do salário-paternidade.

Na prática, isso representa um avanço na proteção à família e à primeira infância, mas também exige atenção das empresas.

O ponto central é que a licença-paternidade deixa de ser tratada apenas como um afastamento curto e passa a integrar uma política mais ampla de proteção à parentalidade. Isso impacta diretamente o RH, a folha de pagamento, a organização das escalas, as políticas internas e a prevenção de passivos trabalhistas.

Empresas que não se adaptarem poderão enfrentar problemas como concessão incorreta do benefício, descumprimento de prazos, falhas no pagamento e questionamentos judiciais.

A mudança reforça uma mensagem importante: quando a lei avança, a empresa também precisa avançar na sua forma de gerir pessoas.

Direitos trabalhistas não devem ser tratados apenas quando viram processo. A prevenção jurídica é o caminho mais seguro para trabalhadores e empregadores.

Uma decisão recente trouxe um tema importante à tona: pais que optam por não matricular os filhos na escola e adotam o e...
29/04/2026

Uma decisão recente trouxe um tema importante à tona: pais que optam por não matricular os filhos na escola e adotam o ensino domiciliar (homeschooling) podem estar cometendo abandono intelectual.

De acordo com o entendimento judicial, a legislação brasileira ainda não regulamenta o ensino domiciliar. Por isso, deixar de garantir a frequência escolar obrigatória pode ser interpretado como descumprimento de um dever legal dos pais.

O abandono intelectual está previsto no Código Penal e ocorre quando os responsáveis deixam de assegurar a instrução básica dos filhos em idade escolar.

Na prática, isso significa que, mesmo com a intenção de educar em casa, os pais podem enfrentar consequências jurídicas se não seguirem o modelo exigido pela lei atual.

O tema ainda gera debate no país, mas, por enquanto, a orientação é clara: a educação formal, com matrícula e frequência escolar, continua sendo obrigatória.

A Justiça do Trabalho reconheceu o direito de uma trabalhadora com Transtorno do Espectro Autista ao teletrabalho e à re...
28/04/2026

A Justiça do Trabalho reconheceu o direito de uma trabalhadora com Transtorno do Espectro Autista ao teletrabalho e à redução de 25% da jornada, sem diminuição do salário.

A decisão considerou laudo pericial que demonstrou a necessidade de adaptação das condições de trabalho. Além disso, foi mantida indenização por danos morais, diante da conduta da empresa.

O caso reforça um ponto importante: inclusão no ambiente de trabalho não é favor. É obrigação legal.

A pessoa com deficiência tem direito a adaptações razoáveis para exercer suas funções em condições dignas, seguras e compatíveis com suas necessidades.

Empresas que ignoram essas necessidades podem responder judicialmente.

Direitos trabalhistas também envolvem respeito, acessibilidade e proteção contra práticas capacitistas.

A Justiça Federal do Paraná reconheceu que registros em redes sociais podem ser utilizados como prova para demonstrar a ...
27/04/2026

A Justiça Federal do Paraná reconheceu que registros em redes sociais podem ser utilizados como prova para demonstrar a existência de união estável. A decisão reforça uma tendência importante no Direito: a valorização de elementos digitais como meio legítimo de comprovação de vínculos afetivos.

No caso analisado, publicações, fotos e interações nas redes sociais ajudaram a evidenciar a convivência pública, contínua e duradoura entre o casal — requisitos fundamentais para o reconhecimento da união estável.

Isso significa que, na prática, não é apenas um documento formal que pode comprovar esse tipo de relação. A forma como o casal se apresenta socialmente, inclusive no ambiente digital, pode ter peso decisivo em processos judiciais.

A decisão dialoga diretamente com o Código Civil Brasileiro, que não exige um formato específico de prova para o reconhecimento da união estável, permitindo que diferentes elementos sejam analisados pelo juiz.

Para quem vive em união estável, o recado é claro: provas do dia a dia — inclusive digitais — podem ser determinantes em questões como pensão, herança e direitos patrimoniais.

Uma decisão recente do Tribunal Superior Eleitoral trouxe um ponto importante para quem atua — ou pretende atuar — na po...
23/04/2026

Uma decisão recente do Tribunal Superior Eleitoral trouxe um ponto importante para quem atua — ou pretende atuar — na política.

O entendimento foi claro: publicações feitas em grupos restritos de WhatsApp não configuram, por si só, propaganda eleitoral antecipada.

Isso porque, segundo o Tribunal, esses grupos têm caráter privado e limitado, diferente das redes sociais abertas ao público em geral. Ou seja, a comunicação ali tende a ser mais próxima de uma conversa entre pessoas, e não uma divulgação ampla com potencial de influenciar o eleitorado de forma massiva.

Mas atenção: isso não significa que tudo está permitido.

Se houver:

* pedido explícito de voto
* divulgação em larga escala
* impulsionamento ou estratégia para alcançar o público geral

a situação pode mudar e configurar irregularidade.

O que essa decisão reforça?
Que o contexto e o alcance da mensagem são determinantes para avaliar se há propaganda eleitoral antecipada ou não.

Uma decisão recente do Superior Tribunal de Justiça reforçou um ponto importante do Direito Penal: o crime de estupro de...
22/04/2026

Uma decisão recente do Superior Tribunal de Justiça reforçou um ponto importante do Direito Penal: o crime de estupro de vulnerável pode ser configurado mesmo sem contato físico direto entre o agressor e a vítima.

O caso analisado envolvia práticas de natureza sexual realizadas por meio virtual. A defesa sustentava que, por não haver contato físico, não seria possível reconhecer o crime. No entanto, o tribunal entendeu de forma diferente.

Segundo o STJ, o que define o crime não é necessariamente o toque corporal, mas a violação da dignidade sexual da vítima, especialmente quando se trata de pessoa vulnerável — como crianças ou adolescentes. Ou seja, atos que induzem, constrangem ou expõem a vítima a situações de cunho sexual também podem caracterizar o delito, ainda que ocorram por meio de mensagens, vídeos ou chamadas.

Essa interpretação acompanha a evolução das formas de violência, principalmente no ambiente digital, onde abusos podem ocorrer sem presença física, mas com impactos igualmente graves.

O que isso significa na prática?

* Crimes se***is podem acontecer também no ambiente virtual
* A ausência de contato físico não impede a responsabilização penal
* A proteção da vítima, especialmente vulnerável, é o ponto central

Uma decisão recente da Justiça reforça um ponto importante: quando há falha na segurança de dados e isso facilita a prát...
17/04/2026

Uma decisão recente da Justiça reforça um ponto importante: quando há falha na segurança de dados e isso facilita a prática de golpes, a instituição financeira pode ser condenada a indenizar o cliente.

No caso analisado, o vazamento de informações pessoais permitiu que terceiros aplicassem um golpe. O entendimento foi de que o banco não adotou medidas suficientes para proteger os dados do consumidor, o que caracteriza falha na prestação do serviço.

Isso se conecta diretamente com o que prevê a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD): empresas que tratam dados pessoais têm o dever de garantir segurança, prevenir acessos indevidos e evitar situações que possam gerar prejuízos aos titulares.

Além disso, o Código de Defesa do Consumidor também protege o cliente nessas situações, ao estabelecer a responsabilidade objetiva do fornecedor de serviços — ou seja, não é necessário provar culpa, basta demonstrar o dano e a falha.

Na prática, a decisão reforça que:

* Instituições financeiras devem investir em segurança da informação
* Vazamentos não são meros incidentes técnicos — podem gerar responsabilidade jurídica
* Consumidores lesados têm direito à reparação por danos materiais e morais

Se você foi vítima de golpe após possível vazamento de dados, é fundamental buscar orientação jurídica para avaliar a responsabilização e eventual indenização.

Fique atento: a proteção dos seus dados é um direito — e a falha nesse dever pode custar caro para quem presta o serviço.

Uma questão cada vez mais presente na vida prática chegou ao Superior Tribunal de Justiça: o celular pode ser tratado co...
15/04/2026

Uma questão cada vez mais presente na vida prática chegou ao Superior Tribunal de Justiça: o celular pode ser tratado como um bem essencial à luz do Código de Defesa do Consumidor?

O debate é importante porque, se o celular for reconhecido como essencial, isso pode ampliar a proteção ao consumidor em situações de defeito, vício ou demora no conserto. Na prática, isso impacta diretamente direitos como substituição imediata do produto ou restituição do valor pago, sem necessidade de aguardar longos prazos.

Hoje, o Código de Defesa do Consumidor prevê que, em regra, o fornecedor tem até 30 dias para resolver o problema. Mas, quando se trata de produto essencial, esse prazo pode ser afastado, permitindo ao consumidor exigir solução imediata.

E é justamente esse o ponto em discussão: em uma sociedade cada vez mais digital, o celular deixou de ser um item supérfluo para se tornar ferramenta de trabalho, comunicação, acesso a serviços bancários e até atendimento de saúde.

Se o STJ reconhecer essa essencialidade, o entendimento pode fortalecer significativamente a posição do consumidor em todo o país, especialmente em casos de aparelhos defeituosos ou que ficam muito tempo na assistência técnica.

O julgamento ainda está em andamento, mas já sinaliza uma possível atualização do Direito frente à realidade tecnológica.

Se você já enfrentou problemas com celular e ficou sem solução por muito tempo, pode ser o momento de reavaliar seus direitos.

Um trabalhador teve a justa causa mantida pela Justiça do Trabalho após publicar vídeos no Instagram zombando da própria...
14/04/2026

Um trabalhador teve a justa causa mantida pela Justiça do Trabalho após publicar vídeos no Instagram zombando da própria empresa.

Nos vídeos, ele mostrava atestados médicos usados para justificar faltas e ainda fazia comentários sugerindo que era fácil conseguir esses documentos para “folgar” do trabalho.

Mesmo alegando que era apenas uma brincadeira, a Justiça entendeu diferente.

O caso foi analisado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, que confirmou a demissão por justa causa.

O que pesou na decisão?

A Justiça deixou claro que o problema não foi o atestado em si, mas o comportamento do trabalhador:
• Os vídeos passaram a impressão de fraude ou simulação de doença
• Houve exposição negativa da empresa nas redes sociais
• A atitude comprometeu a confiança entre empregado e empregador

E no Direito do Trabalho, a confiança é essencial para manter o vínculo.

Qual foi a consequência?

Com a justa causa confirmada, o trabalhador perdeu direitos importantes, como:
• FGTS com multa de 40%
• Seguro-desemprego
• Parte das verbas rescisórias

O que você precisa saber

Publicações nas redes sociais podem ter consequências jurídicas reais.

Mesmo que pareça “brincadeira”, se a conduta:
• prejudica a imagem da empresa
• sugere fraude
• ou quebra a confiança

ela pode justificar uma demissão por justa causa.

Fique atento: o ambiente digital também é extensão da sua relação de trabalho.

Endereço

Avenida 7 De Setembro, 216, Centro
Araci, BA
48.760-000

Telefone

+557532661923

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