25/08/2025
O chamado “golpe do falso advogado” tem mobilizado subseções da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em diversas regiões do país, diante do aumento de casos em que criminosos se passam por profissionais da advocacia para aplicar fraudes. Nessas investidas, os golpistas utilizam dados reais de processos judiciais para dar credibilidade ao contato e, em seguida, solicitam pagamentos antecipados — geralmente via PIX — sob a promessa de liberar valores de precatórios ou indenizações.
Como funciona o golpe
Contato: As vítimas são abordadas por telefone ou aplicativos de mensagem, como o WhatsApp, por pessoas que se passam por advogados, assistentes jurídicos ou funcionários de escritórios.
Informações verídicas: Os criminosos utilizam dados reais de processos, como número, tipo de ação e valores envolvidos, para dar aparência de legitimidade ao contato.
Promessa de valores: Alegam que a vítima tem valores a receber, como indenizações ou precatórios, e que é necessário pagar taxas antecipadas para liberá-los.
Documentos falsos: Para reforçar a farsa, enviam documentos falsificados, como sentenças, alvarás e ofícios, com brasões e timbres oficiais.
Pagamento via PIX: Solicitam transferências bancárias para cobrir supostas despesas, como taxas de desbloqueio ou impostos.
Pressão e desaparecimento: Criam um clima de urgência para induzir o pagamento imediato. Após receber o valor, desaparecem.
Como se proteger
Desconfie de contatos inesperados: Não confie em quem solicita pagamentos via PIX ou transferência, mesmo que se identifique como advogado.
Verifique a identidade: Utilize a plataforma ConfirmADV ou contate a OAB para confirmar a inscrição do profissional.
Consulte seu advogado de confiança: Em caso de dúvida, procure seu advogado ou o Tribunal responsável pelo processo.
Denuncie: Caso suspeite ou seja vítima, registre ocorrência junto às autoridades competentes.
OAB 24ª Subseção Pouso Alegre