Luís. O futuro nas mãos de Deus

25/11/2025

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13/10/2025

O Mito da Caverna é uma alegoria retirada de “A República”, de Platão, que fala sobre o conhecimento verdadeiro.

Platão narra uma história alegórica chamada de Mito da Caverna ou Alegoria da Caverna em sua obra mais complexa, A República. O diálogo travado entre Sócrates, personagem principal, e Glauco, seu interlocutor, visa a apresentar ao leitor a teoria platônica sobre o conhecimento da verdade e a necessidade de que o governante da cidade tenha acesso a esse conhecimento.

(Relação entre o Mito da Caverna e o filme Matrix)

O que o Mito da Caverna diz?

No texto, Sócrates fala para Glauco imaginar a existência de uma caverna onde prisioneiros vivessem desde a infância. Com as mãos amarradas em uma parede, eles podem avistar somente as sombras que são projetadas na parede situada à frente.

As sombras são ocasionadas por uma fogueira, em cima de um tapume, situada na parte traseira da parede em que os homens estão presos. Homens passam ante a fogueira, fazem gestos e passam objetos, formando sombras que, de maneira distorcida, são todo o conhecimento que os prisioneiros tinham do mundo. Aquela parede da caverna, aquelas sobras e os ecos dos sons que as pessoas de cima produziam era o mundo restrito dos prisioneiros.

Repentinamente, um dos prisioneiros foi liberto. Andando pela caverna, ele percebe que havia pessoas e uma fogueira projetando as sombras que ele julgava ser a totalidade do mundo. Ao encontrar a saída da caverna, ele tem um susto ao deparar-se com o mundo exterior. A luz solar ofusca a sua visão e ele sente-se desamparado, desconfortável, deslocado.

Aos poucos, sua visão acostuma-se com a luz e ele começa a perceber a infinidade do mundo e da natureza que existe fora da caverna. Ele percebe que aquelas sombras, que ele julgava ser a realidade, na verdade são cópias imperfeitas de uma pequena parcela da realidade.

O prisioneiro liberto poderia fazer duas coisas: retornar para a caverna e libertar os seus companheiros ou viver a sua liberdade. Uma possível consequência da primeira possibilidade seria os ataques que sofreria de seus companheiros, que o julgariam como louco, mas poderia ser uma atitude necessária, por ser a coisa mais justa a se fazer.

Platão está dispondo, hierarquicamente, os graus de conhecimento com essa metáfora e falando que existe um modo de conhecer, de saber, que é o mais adequado para se pensar em um governante capaz de fazer política com sabedoria e justiça.

Os prisioneiros tinham acesso somente às sombras projetadas na parede da caverna.

A República - o livro em que está contido o Mito da Caverna

A República é, talvez, a obra mais complexa e completa de Platão. Composto por dez livros, a obra fala sobre as várias formas de governo e política para chegar ao modelo político ideal, segundo Platão. Para chegar à formulação de sua teoria, o filósofo passou por elementos característicos da vida humana, como a estética, a arte e o conhecimento humano (que é discutido no livro VII, o mesmo livro em que se encontra a Alegoria da Caverna).

O longo diálogo narra a trajetória de Sócrates buscando estabelecer, teoricamente, como seria o governo perfeito. O conhecimento é, para Platão, o elemento primordial de um bom governante. Por isso, no livro VII de A República, Platão afirma que o filósofo deve ser como o prisioneiro liberto da caverna. Essas características são fundamentais para o governante: a busca pela verdade.

Conclusões acerca do Mito da Caverna

A metáfora proposta pela Alegoria da Caverna pode ser interpretada da seguinte maneira:

Os prisioneiros: os prisioneiros da caverna são os homens comuns, ou seja, somos nós mesmos, que vivemos em nosso mundo limitado, presos em nossas crenças costumeiras.

A caverna: a caverna é o nosso corpo e os nossos sentidos, fonte de um conhecimento que, segundo Platão, é errôneo e enganoso.

As sombras na parede e os ecos na caverna: sombras e ecos nunca são projetados exatamente do modo como os objetos que os ocasionam são. As sombras são distorções das imagens e os ecos são distorções sonoras. Por isso, esses elementos simbolizam as opiniões erradas e o conhecimento preconceituoso do senso comum que julgamos ser verdadeiro.

A saída da caverna: sair da caverna significa buscar o conhecimento verdadeiro.

A luz solar: a luz, que ofusca a visão do prisioneiro liberto e o coloca em uma situação de desconforto, é o conhecimento verdadeiro, a razão e a filosofia.

Mito da Caverna visto nos dias de hoje

Trazendo a Alegoria da Caverna para o nosso tempo, podemos dizer que o ser humano tem regredido constantemente, a ponto de estar, cada vez mais, vivendo como um prisioneiro da caverna, apesar de toda a informação e todo o conhecimento que temos a nossa disposição.

As pessoas têm preguiça de pensar. A preguiça tornou-se um elemento comum em nossa sociedade, estimulada pela facilidade que as tecnologias nos proporcionam. A preguiça intelectual tem sido, talvez, a mais forte característica de nosso tempo. A dúvida socrática, o questionamento, a não aceitação das afirmações sem antes analisá-las (elementos que custaram a vida de Sócrates na antiguidade) são hoje desprezados.

A política, a sociedade e a vida comum deixaram de ser interessantes para os cidadãos do século XXI que apenas vivem como se a própria vida tivesse importância maior que a preservação da sociedade. As notícias falsas estão enganando cada vez mais pessoas que não se prestam ao trabalho de checar a veracidade e a confiabilidade da fonte que divulga as informações.

As redes sociais viraram verdadeiras vitrines do ego, que divulgam a falsa propaganda de vidas felizes, mas que, superficialmente, sequer sabem o peso que a sua existência traz para o mundo. A ignorância, em nossos tempos, é cultivada e celebrada.

Quem ousa opor-se a esse tipo de vida vulgar, soterrada na ignorância, presa na caverna como estavam os prisioneiros de Platão, é considerado louco. Os escravos presos no interior da caverna não percebem que são prisioneiros, assim como as pessoas que estão presas na mídia, nas redes sociais e no mar de informações, muitas vezes desinformantes, da internet, não percebem que são enganadas.

Vivemos na época do predomínio da opinião rasa, do conhecimento superficial, da informação inútil e da prisão cotidiana que arrasta as pessoas, cada vez mais, para a caverna da ignorância.

Por Francisco Porfírio
Professor de Filosofia

Obrigado Deus tu és fiel.
13/10/2025

Obrigado Deus tu és fiel.

Há sentimentos que ninguém entende…Há dores que se disfarçam com um sorriso…E há pessoas que vivem em silêncio — tentand...
09/10/2025

Há sentimentos que ninguém entende…
Há dores que se disfarçam com um sorriso…
E há pessoas que vivem em silêncio — tentando encontrar sentido no que sentem.
Foi por elas que Luís Vieira escreveu o livro:
📘 “Como Lidar com os Meus Sentimentos Melancólicos”
Um livro real, profundo e libertador — que fala da mente, da alma e das emoções que muitos têm vergonha de revelar.
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📖 "Como Lidar com os Meus Sentimentos Melancólicos"🕊️ Um livro real. Um desabafo. Uma cura em palavras.Durante muito tem...
06/08/2025

📖 "Como Lidar com os Meus Sentimentos Melancólicos"
🕊️ Um livro real. Um desabafo. Uma cura em palavras.

Durante muito tempo, calei o que sentia.
Carreguei dores que ninguém via.
Mas aprendi que não se vence a escuridão escondendo a alma.

Este livro nasceu das minhas lutas mais silenciosas — e agora quero partilhar contigo.

📍 Lançamento: brevemente em setembro, no Atriun Nova Vida
🖊️ Por Luís Vieira Cussecala

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A Voz do PovoPor Luís VieiraA quem ainda tem coração,A quem governa e esqueceu o povo,E a todos que ainda acreditam que ...
30/07/2025

A Voz do Povo

Por Luís Vieira

A quem ainda tem coração,
A quem governa e esqueceu o povo,
E a todos que ainda acreditam que o silêncio nos protege...

Hoje escrevo não com tinta, mas com lágrimas.
Hoje não é uma carta de diplomacia.
É uma carta de desespero e coragem.

Vivemos num país rico, mas onde só o povo é pobre.
Rico em solo, petróleo, diamante, mar e céu.
Mas pobre em justiça, pobre em dignidade, pobre em compaixão.

Crianças estão a comer dos contentores de lixo.
Mulheres dormem ao lado de restos.
Jovens sem esperança andam pelas ruas como fantasmas.
E nós — o povo — somos forçados a sorrir enquanto estamos a morrer por dentro.

Os preços sobem todos os dias.
Táxi, escola, alimentação — tudo aumenta.
Menos o salário. Esse ficou parado no tempo.

Como é possível sonhar com o futuro
quando nem conseguimos sobreviver ao presente?

Pergunto-me: será que temos mesmo um lugar aqui?
Ou todos temos que emigrar para poder respirar?
Será que Angola é só para os que mandam?
Ou será que alguém ainda acredita que Angola é nossa?

Enquanto governantes gastam milhões com jogos, carros, festas,
o povo come com vergonha, se é que come.
Famílias comem em contentores enquanto banquetes são desperdiçados por quem já tem demais.

E o que mais machuca?
É ver que protegem mais o estrangeiro do que a própria gente.
É ver irmãos a serem escravizados, a ganhar abaixo de 50 mil kwanzas,
e ainda serem chamados de ingratos se reclamam.

Soldados e seguranças arriscam a vida por 25 ou 40 mil kwanzas por mês.
Isso não é salário. Isso é desprezo.

Mas esta carta não é só lamento.
É também grito.

Nós estamos a levantar.
Com arte, com coragem, com palavras, com verdade.
Estamos a gritar com dignidade:
CHEGA!

Chega de fingir que está tudo bem.
Chega de nos fazer calar com medo, migalhas ou mentiras.
Chega de ver Angola pertencer a poucos enquanto o povo adoece em silêncio.

Esta carta é uma bandeira —
não de cores, mas de dor e esperança.

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Talatona
VIEIRA

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