17/07/2026
Há um ano participei na V Conferência E&M sobre Tributação, dedicada ao então projecto do novo Código do IRPS.
Na altura, discutia-se o alargamento da base tributável e o impacto que esta reforma teria na vida dos cidadãos e das empresas.
Hoje, é interessante constatar que o projecto deixou de ser apenas uma proposta e foi aprovado, representando uma das maiores reformas do sistema tributário angolano dos últimos anos.
O novo Código do IRPS pretende unificar a tributação dos rendimentos das pessoas singulares, simplificar o sistema fiscal, aumentar o limite de isenção para os rendimentos mais baixos e introduzir deduções relacionadas com despesas de saúde, educação e habitação.
Trata-se de uma reforma que poderá contribuir para um sistema tributário mais moderno. No entanto, o seu verdadeiro sucesso dependerá da forma como for implementado, da capacidade da Administração Geral Tributária e da realidade socioeconómica angolana, marcada por uma elevada taxa de informalidade.
Acompanhar estas reformas é essencial, uma vez que as alterações na legislação tributária reflectem-se directamente no rendimento disponível das famílias e na actividade económica.
Na vossa opinião, o novo Código do IRPS irá traduzir-se numa melhoria efectiva da vida do cidadão angolano, ou o seu impacto dependerá, sobretudo, da forma como a reforma será implementada e aplicada na prática?