26/10/2026
Imóveis para renovar custam menos 240 mil euros
Comprar um imóvel para renovar custa, em média, menos 240 mil euros do que adquirir um imóvel pronto a habitar, segundo dados do Imovirtual relativos ao período entre Janeiro e Setembro de 2026. Apesar desta diferença, os apartamentos que necessitam de obras registaram uma subida de 50% no preço médio anunciado num ano, enquanto a oferta de imóveis para renovar perdeu peso no mercado.
Entre Janeiro e Setembro de 2026, os apartamentos e moradias para renovar apresentaram um preço médio anunciado de 150 mil euros, face aos 390 mil euros dos imóveis prontos a habitar. A diferença representa uma poupança potencial signif**ativa na aquisição, embora o investimento final dependa da localização, da área, do estado de conservação e dos custos das obras necessárias.
A evolução dos preços evidencia comportamentos distintos entre os dois segmentos. Os apartamentos para renovar passaram de um preço médio de 150 mil euros, em 2025, para 225 mil euros em 2026, uma subida de 50%. Em contrapartida, os apartamentos prontos a habitar registaram um aumento de 5,4%, atingindo os 353 mil euros.
“Comprar um imóvel para renovar pode ser uma alternativa para quem procura um preço de aquisição mais baixo, mas é fundamental avaliar o investimento no seu conjunto. O orçamento das obras, os prazos e as condições do imóvel são determinantes para perceber se esta opção é realmente vantajosa. Os dados mostram que a diferença de preços continua a ser expressiva, apesar da subida signif**ativa dos apartamentos para renovar no último ano”, afirma Sylvia Bozzo, marketing manager do Imovirtual.
A oferta de imóveis para renovar também perdeu representatividade. Em 2025, estes imóveis correspondiam a 13,8% dos anúncios analisados, percentagem que desceu para 10,5% em 2026, uma redução de 3,3 pontos percentuais. Em sentido inverso, os imóveis prontos a habitar passaram de 86,2% para 89,5% da oferta.
As diferenças são igualmente visíveis na análise por tipologia. Entre os apartamentos prontos a habitar, o preço médio anunciado situa-se nos 353 mil euros, enquanto os apartamentos para renovar apresentam um valor de 225 mil euros. Nas moradias, o preço médio dos imóveis prontos a habitar atinge os 485 mil euros, face aos 130 mil euros das moradias que necessitam de obras.
A composição da oferta acompanha esta diferença. Nos imóveis prontos a habitar, os apartamentos representam 62,1% dos anúncios e as moradias 37,9%. No segmento dos imóveis para renovar, a distribuição inverte-se: as moradias correspondem a 69,2% da oferta, enquanto os apartamentos representam 30,8%.
“Os imóveis para renovar continuam a representar uma alternativa no mercado, mas têm hoje um peso menor no conjunto da oferta anunciada. Ao mesmo tempo, verif**amos que as moradias predominam claramente neste segmento, enquanto os apartamentos têm maior representatividade entre os imóveis prontos a habitar. São diferenças importantes para compreender que opções existem efectivamente para quem está a ponderar comprar e recuperar um imóvel”, acrescenta Sylvia Bozzo.
A nível geográfico, Setúbal lidera na concentração de anúncios de imóveis para renovar, com 15,5% do total analisado em 2026. Seguem-se Lisboa, com 14,5%, e o Porto, com 12,7%. Em conjunto, os três distritos representam 42,7% dos anúncios deste segmento.
Também nas visualizações se observam diferenças entre os dois tipos de imóveis. Em 2026, os imóveis prontos a habitar concentraram 80,4% das visualizações, acima dos 76,3% registados em 2025. Já os imóveis para renovar passaram de 23,7% para 19,6%.
Apesar desta descida, os imóveis para renovar continuam a captar uma proporção de visualizações superior ao seu peso na oferta: representam 19,6% das visualizações, quase o dobro dos 10,5% dos anúncios disponíveis. Os dados apontam, assim, para um interesse dos utilizadores neste segmento, apesar da redução da sua representatividade no mercado.