09/06/2026
VELOCIDADE MÁXIMA PARA MEXER NAS LEIS LABORAIS,
TRAVÃO DE MÃO PUXADO PARA COMBATER A DISCRIMINACAO
Em 7 de Junho de 1968, deu-se início a uma greve de mulheres na Ford, pela paridade salarial.
As trabalhadoras que produziam os estofos automóveis pararam a produção da fábrica durante 3 semanas, em reivindicação de igual pagamento relativamente aos trabalhadores masculinos, que ganhavam 15% mais.
58 anos depois, exactamente na mesma data de 7 de Junho, o governo português falha na transposição da Directiva Europeia para o direito nacional sobre transparência salarial cujo objectivo é combater a discriminação salarial e remuneratória entre mulheres e homens.
A data-limite para a transposição era, precisamente, 7 de Junho de 2026. Há simbolismos que se escrevem sozinhos: velocidade máxima para mexer nas leis laborais, travão de mão puxado para combater a discriminação salarial.
Em Portugal, os dados do INE mostram que as mulheres recebem rendimentos salariais líquidos inferiores, em média, em 14,4% ao recebido pelos homens trabalhadores (o que no 4º trimestre de 2025 ascendia a 205 euros mensais).
Este diferencial agrava-se nas qualificações mais elevadas.
Os Quadros de Pessoal de 2024, do GEP/MTSSS, indicam que existe uma diferença de 12% no salário base bruto em desfavor das mulheres e de 14,6% nos ganhos. Entre os quadros superiores a diferença é de 729 euros no salário base mensal (um diferencial de 25,4%).
https://www.facebook.com/share/p/1H3UnXXxeo/
Velocidade máxima para mexer nas leis laborais.
Travão de mão puxado para combater a discriminação salarial
EM 1968 PAROU-SE UMA FÁBRICA POR TRÊS SEMANAS. 😊
EM 2026, BASTA UM GOVERNO PARADO PARA ATRASAR TUDO. ☹️
Em 7 de Junho de 1968, deu-se início a uma greve de mulheres na Ford, pela paridade salarial.
As trabalhadoras que produziam os estofos automóveis pararam a produção da fábrica durante 3 semanas, em reivindicação de igual pagamento relativamente aos trabalhadores masculinos, que ganhavam 15% mais.
58 anos depois, exactamente na mesma data de 7 de Junho, o governo português falha na transposição da Directiva Europeia para o direito nacional sobre transparência salarial cujo objectivo é combater a discriminação salarial e remuneratória entre mulheres e homens.
A data-limite para a transposição era, precisamente, 7 de Junho de 2026.
Há simbolismos que se escrevem sozinhos: velocidade máxima para mexer nas leis laborais, travão de mão puxado para combater a discriminação salarial.
Em Portugal, os dados do INE mostram também que as mulheres recebem rendimentos salariais líquidos inferiores, em média, em 14,4% ao recebido pelos homens trabalhadores (o que no 4º trimestre de 2025 ascendia a 205 euros mensais).
Este diferencial agrava-se nas qualificações mais elevadas.
Os Quadros de Pessoal de 2024, do GEP/MTSSS, indicam que existe uma diferença de 12% no salário base bruto em desfavor das mulheres e de 14,6% nos ganhos.
Entre os quadros superiores a diferença é de 729 euros no salário base (um diferencial de 25,4%). 😧