Ana Carolina Oliveira - Advocacia

Ana Carolina Oliveira - Advocacia Escritório de advocacia especializado em Direito das Mulheres

Hoje participei da caminhada do Agosto Lilás, realizada pela Prefeitura de São Vicente, e dessa vez levei meu primogênit...
22/08/2026

Hoje participei da caminhada do Agosto Lilás, realizada pela Prefeitura de São Vicente, e dessa vez levei meu primogênito comigo. E isso deixou esse momento ainda mais especial pra mim.

Pra mim: a violência contra as mulheres não começa do nada.

E quando a gente fala em mudar essa realidade, a gente também precisa olhar para a forma como estamos criando os nossos meninos.

Meu filho ainda é pequeno, mas eu quero que ele cresça entendendo sobre respeito. Quero que ele veja mulheres ocupando espaços, tomando decisões, tendo voz.

Por isso fiz questão de levá-lo comigo hoje.

Talvez ele ainda não entenda exatamente o que significa o Agosto Lilás ou por que tantas mulheres estavam caminhando juntas.

Mas ele viu a mãe dele ali e vê todos os dias que minha luta pelos direitos das mulheres não é uma coisa que começa quando eu entro no escritório. É muito maior do que o meu trabalho.

E, no fim, é isso que eu também quero ensinar pra ele.

Que respeitar mulheres não é só não agredir. É respeitar a voz, as escolhas, os limites e a liberdade de uma mulher. É olhar para uma mulher ocupando qualquer espaço e saber que aquele lugar também é dela 💜

Faz sentido pra você?

Hoje estive na DDM acompanhando as diligências do caso da Juliana, vítima de tentativa de feminicídio.Foram algumas hora...
21/08/2026

Hoje estive na DDM acompanhando as diligências do caso da Juliana, vítima de tentativa de feminicídio.

Foram algumas horas acompanhando os desdobramentos do caso, conversando com os investigadores, com a Delegada e adotando as providências necessárias neste momento da investigação.

E talvez essa seja uma parte da atuação em casos de violência contra a mulher que pouca gente veja.

Existe muito trabalho que acontece antes de um processo.

Acontece dentro da delegacia, no acompanhamento das diligências, na análise do que está sendo produzido, nas conversas com os responsáveis pela investigação e nas providências que precisam ser tomadas enquanto os fatos ainda estão sendo apurados.

Agradeço ao trabalho realizado pela equipe da DDM de Santos, na pessoa da Dra Mayla.

Por aqui, seguimos acompanhando de perto cada desdobramento da investigação ✊🏽


Siga: Ana Carolina | Advogada de Mulheres Até ontem, uma mulher ameaçada por um homem poderia ouvir que não cabia medida...
20/08/2026

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Até ontem, uma mulher ameaçada por um homem poderia ouvir que não cabia medida protetiva porque ele não era seu marido, namorado ou familiar.

Mas isso acaba de mudar.

O STF decidiu que as medidas protetivas da Lei Maria da Penha também podem ser aplicadas mesmo quando não existe relação doméstica, familiar ou afetiva entre a mulher e o agressor.

E o caso que levou a essa decisão ajuda a entender por que isso é tão importante.

Uma mulher foi ameaçada pelo próprio vizinho.

Ela pediu uma medida protetiva.

Mas o pedido foi negado porque entre os dois não existia relação familiar, doméstica ou afetiva.

Ou seja: a violência existia.

O medo existia.

A necessidade de proteção existia.

Mas aquele homem não era marido, namorado ou familiar dela.

E isso foi suficiente para afastar a proteção da Lei Maria da Penha.

Agora, esse entendimento muda.

O STF reconheceu que a violência de gênero contra uma mulher não acontece apenas dentro de casa e muito menos apenas dentro de um relacionamento.

Ela pode acontecer no trabalho.

Na vizinhança.

Na rua.

E pode ser praticada até mesmo por um homem com quem aquela mulher nunca teve qualquer relação afetiva.

Por isso, o que deve ser analisado não é apenas quem é o agressor na vida daquela mulher.

É preciso olhar para por que aquela violência aconteceu.

Se existe violência contra a mulher baseada no gênero, a ausência de vínculo familiar, doméstico ou afetivo não pode, sozinha, impedir a concessão de uma medida protetiva.

E essa decisão é importante justamente porque amplia o olhar sobre uma realidade que sempre existiu:

mulheres não estão expostas à violência de gênero apenas dentro de relacionamentos.

Você viu isso? O que você achou?

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19/08/2026






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18/08/2026

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Foto: reportagem globonews

17/08/2026

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Eu estava passando as demandas do escritório quando fui ler uma decisão que tinha acabado de sair.

E aí cheguei nesse trecho e não consegui disfarçar a felicidade 😂

Quem acompanha meu trabalho sabe o quanto eu falo sobre o *Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero* — e o quanto eu peço a aplicação dele nos meus processos.

Porque não adianta o protocolo existir no papel.

Ele precisa aparecer na forma como aquele caso é analisado.

Na forma como as provas são interpretadas.

Na compreensão de que determinadas situações não podem ser julgadas ignorando as desigualdades e violências que atravessam a vida daquela mulher.

Por isso fiquei tão feliz quando li uma decisão em que o próprio juiz deixou expressamente registrado que estava utilizando o Protocolo na análise do caso.

Pode parecer um detalhe.

Pra mim, não foi! Pra essa mulher também não!

É muito bom ver aquilo que a gente tanto defende sendo, de fato, levado para dentro das decisões. 💜

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16/08/2026

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Muitas vezes, quando uma mulher começa a falar mais alto, se irrita, insiste ou repete a mesma história, é aí que aparec...
15/08/2026

Muitas vezes, quando uma mulher começa a falar mais alto, se irrita, insiste ou repete a mesma história, é aí que aparecem os rótulos:

“louca.”
“desequilibrada.”
“exagerada.”
“difícil.”

Mas quase ninguém pergunta **há quanto tempo ela estava tentando ser ouvida antes de chegar naquele ponto.**

E isso acontece muito em relações violentas.

Primeiro, ele desqualifica o que ela sente. Depois, distorce o que aconteceu. Faz ela duvidar da própria percepção. E, quando ela finalmente reage, usa justamente aquela reação para provar que **o problema sempre foi ela.**

Por isso, não dá para analisar apenas a reação de uma mulher sem olhar para tudo o que aconteceu antes dela.

Às vezes, o que parece “exagero” para quem vê de fora é o limite de quem passou tempo demais tentando ser ouvida.

Participando da comemoração de 1 ano da UNAA — União Nacional das Advogadas Criminalistas e Acadêmicas de Direito, no Sa...
14/08/2026

Participando da comemoração de 1 ano da UNAA — União Nacional das Advogadas Criminalistas e Acadêmicas de Direito, no Salão Nobre da USP.

É muito significativo ver tantas mulheres ocupando esses espaços, principalmente em um prédio histórico, onde, por tantos anos, o Direito e a própria universidade foram espaços quase exclusivamente ocupados por homens!

Estar aqui hoje tem um significado que vai além de participar de um evento.

É olhar para tudo o que outras mulheres precisaram enfrentar para que hoje nós pudéssemos entrar, falar, ensinar, advogar, construir nossas carreiras e ocupar lugares que, por muito tempo, disseram que não eram nossos.

Que a nossa presença nesses espaços deixe de ser exceção e seja cada vez mais parte da história!

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13/08/2026

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