15/09/2026
A QUE PONTO CHEGAMOS?
Quando a própria cúpula do Judiciário reconhece publicamente a gravidade da corrupção dentro do sistema de Justiça, não há motivo para comemoração. Há motivo para preocupação.
Como advogado, depois de décadas vivendo diariamente os fóruns e tribunais, recebo esse tipo de declaração com profunda tristeza.
A Justiça é o último lugar ao qual o cidadão recorre quando seus direitos são violados. Por isso, qualquer suspeita de corrupção envolvendo aqueles que têm a missão de julgar exige apuração rigorosa, transparência e responsabilidade — sempre respeitados o devido processo legal e a presunção de inocência.
Não se trata de esquerda ou direita.
Não se trata de atacar instituições.
Trata-se justamente do contrário: instituições fortes dependem da confiança da sociedade.
E confiança não se impõe. Conquista-se com independência, transparência e respeito à Constituição.
A que ponto chegamos?
Lamento profundamente.
Dr. Marcos Leal
Advogado Criminalista
AdvocaciaCriminal Constituição EstadoDeDireito Brasil