Daniela Coelho Advocacia

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Daniela Coelho Advocacia Advogada, Conciliadora, especialista em Justiça restaurativa
Graduada com honras pela IBMEC-RJ


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24/09/2026
Tem mamãe coruja passando pelo feed para compartilhar um pouco do primeiro festival musical que minha princesa Athina pa...
20/09/2026

Tem mamãe coruja passando pelo feed para compartilhar um pouco do primeiro festival musical que minha princesa Athina participou com os coleguinhas da creche criativa

Baby Athina 3 anos e 7 meses de muita fofura

18/09/2026

PAPO DE AEROPORTO: viajar também é conhecer direitos.

Tive a alegria e privilégio de participar do Papo de Aeroporto pela CDC OAB-RJ , levando um tema que atravessa não apenas o Direito, mas a vida real de milhares de famílias: os direitos de quem viaja sob a perspectiva da família, das crianças e adolescentes e das pessoas com deficiência.

Quando falamos em viagem, pensamos em férias, trabalho, encontros e descobertas. Mas, para muitas famílias, viajar também significa planejamento jurídico, autorizações, documentos, acessibilidade, assistência especial e uma série de dúvidas que começam muito antes do embarque.

Como advogada familiarista e mãe, esse é um assunto que me atravessa em varias frentes. Quando falamos sobre viagens nacionais e internacionais de crianças e adolescentes, precisamos pensar em autorizações parentais, situações envolvendo pais separados, guarda e convivência, além dos desafios que podem surgir quando não existe consenso entre os genitores.

E fiz questão de trazer também o olhar para as pessoas com deficiência e suas famílias.
Para uma família atípica, por exemplo, aquilo que para muitos é apenas “pegar um avião” pode envolver previsibilidade, adaptação, acessibilidade, redução de estímulos, organização de medicamentos, alimentação, acompanhamento e respeito às necessidades individuais daquela pessoa.
Por isso acredito tanto em uma advocacia que saia dos processos e converse com a vida. Parabens ao presidente Tarciso Amorim por sempre estimular essa troca.

Quanto mais uma família conhece seus direitos antes de viajar, maiores são as possibilidades de evitar conflitos e transformar o deslocamento em uma experiência mais segura, inclusiva e respeitosa.
Porque o direito de ir e vir precisa, de fato, caber em todas as famílias e em todos os corpos. ✈️💛

Gratidao Karine Ferraz | Advogada e Thayná Lins | Atuação em todo Brasil
Duas grandes especialistas em direito dos passageiros!! Aprendi demais com as Dras.

Depois de dez anos atuando intensamente no judiciário especialmente no  Direito das Famílias uma coisa tem me chamado ca...
15/09/2026

Depois de dez anos atuando intensamente no judiciário especialmente no Direito das Famílias uma coisa tem me chamado cada vez mais atenção: mulheres e homens ainda são avaliados por réguas diferentes.
E muitas vezes isso acontece de forma inconsciente. Na prática, vejo mães sendo atravessadas por expectativas quase impossíveis.
Se trabalha demais, questiona-se sua disponibilidade para os filhos.
Se deixou a carreira para cuidar deles, questiona-se sua dependência financeira.
Se pede alimentos, é interesseira.
Se é firme, é difícil.
Se tem medo, é instável e desiquilibrada emocionalmente.
Se denuncia violência, é acusada de utilizar a denúncia para atingir o homem.
Se tenta proteger filho, é acusada de alienação parental.
Isso são estereótipos e vieses de gênero. Julgar com perspectiva de gênero não é decidir a favor da mulher. É retirar da análise os estereótipos que podem impedir que aquela mulher seja efetivamente julgada pelos fatos e pelas provas.
Talvez uma das situações que mais me incomodem na advocacia de família seja perceber como ainda existe uma imagem social da “ mulher” Ela precisa abrir mão de direito, ceder a qualquer acordo mesmo que ruim, ser amorosa e equilibrada em situações de violência , economicamente produtiva mesmo na maternidade.
outro fenômeno tambem merece atenção: a mulher que passa anos se defendendo de sucessivas acusações e judicializações pode, ao final, desistir da “justiça” desistindo de seus direitos. A litigiosidade produz maior desgaste a mulher. Processos custam dinheiro, tempo, energia e saúde emocional.
Por isso insisto tanto na aplicação do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do CNJ nas Varas de Família. Antes de concluir que uma mulher é “difícil”, “vingativa”, “instável”, “interesseira”, “promíscua”, “controladora” ou uma “má mãe”, precisamos perguntar: essa conclusão nasceu das provas, na narrativa patriarcal aceita tranquilamente no judiciário(violência processual) ou de uma expectativa social sobre como uma mulher especialmente uma mãe deveria se comportar?
Essa pergunta pode mudar completamente um processo e como a justiça pode de fato ser feita.

Tenho refletido bastante sobre as redes sociais e também sobre como eu quero ocupar este espaço. Sou relativamente nova ...
14/09/2026

Tenho refletido bastante sobre as redes sociais e também sobre como eu quero ocupar este espaço.

Sou relativamente nova por aqui. Minha primeira postagem no Instagram tem pouco mais de três anos. Aos poucos fui desbravando esse universo, aprendendo, entendendo o que fazia sentido para mim e, principalmente, o que não fazia. Continuo achando as redes um lugar incrível, mas também perigoso para quem olha e acredita em tudo. Aqui tem muito ego.
Muita personagem. Muita comparação.
Muita felicidade editada.
Aos 39 anos, entrando em uma fase muito especial da minha vida, quero que este espaço tenha cada vez mais propósito.
Quero contribuir, ainda que um pouquinho, para melhorar a vida de outras meninas e mulheres. Quero influenciar positivamente meninas e mulhreres que estão formando agora a percepção sobre quem podem ser e sobre o tamanho do espaço que podem ocupar.
Não quero passar a ideia da superwoman que dá conta de ser mãe, profissional,saudável, disponível, produtiva, bem-sucedida e emocionalmente estavel o tempo todo. Porque eu não sou essa mulher. E nunca conheci ninguem assim. Sou uma mulher real. Com dias produtivos e outros nem tanto. Com filhos, trabalho, boletos, treino, vaidades, cansaço, sonhos, dúvidas, relacionamentos, ambições e necessidade de silêncio e reclusão por vezes.
Então essa é a nova fase deste perfil especialmente nos stories.

Vou falar de direitos, autonomia, saúde mental, saúde física, maternidade, filhos, trabalho, relacionamento, rotina, envelhecimento liberdade...

Queto falar de conquistas, mas também do preço que elas custam. Da disciplina, sem culto à perfeição.
Do autocuidado, sem transformar tudo em mais pressao estetica feminina. Do amor (sim continuo acreditando nele).
E tambem de empoderamento não como uma palavra feminista que tantos odeiam, mas como a possibilidade concreta de uma mulher conhecer seus direitos, nao aceitar diminuições nem violência, cuidar do seu corpo e da sua mente (templos sagrados) ganhar seu dinheiro, fazer suas escolhas e construir uma vida que faça sentido para ela.

Vamos juntas?

Hoje tive a alegria de participar de um podcast na OAB para falar sobre direitos dos passageiros, justamente em uma data...
11/09/2026

Hoje tive a alegria de participar de um podcast na OAB para falar sobre direitos dos passageiros, justamente em uma data muito simbólica: neste 11 de setembro de 2026, o Código de Defesa do Consumidor completa 36 anos.
Agradeço muito pelo convite trazido pela Comissão de defesa do consumidir da capital presidida pela grande tarcisio amorim, principalmente, pela oportunidade de trazer para essa conversa um olhar que ultrapassa os problemas mais conhecidos das viagens, como atraso e cancelamento de voos, extravio de bagagem etc. Procurei falar sobre situações que fazem parte da vida real das famílias e pessoas com necessidades especiais.
Falamos sobre viagens internacionais com crianças e adolescentes, documentação, autorização e os cuidados necessários quando os pais são separados ou existe conflito familiar.
Trouxemos também a perspectiva de gênero . Outro ponto que considero indispensável foi a proteção das pessoas com deficiência e passageiros com necessidades específicas.
Falamos sobre direito à assistência, acessibilidade, atendimento adequado, descontos para acompanhante e, especialmente, sobre as deficiências não visíveis, como o autismo.
A troca foi com as especialistas em transporte aéreo e membras da CDC as advogadas Karine Ferraz e Thayna Lins. Agradeço também ao apoio da maravilhosa Tamires Mendes.
Abordamos também situações que podem gerar dúvidas e constrangimentos durante uma viagem : obesidade, necessidade de acompanhante, mobilidade reduzida, crianças neurodivergentes e outras circunstâncias que exigem das empresas mais do que o cumprimento burocrático de uma lei. Exigem informação, preparo, acessibilidade e respeito à dignidade e diversidade humana.
O Direito do Consumidor precisa conversar com o Direito das Famílias, com os direitos das mulheres, com a proteção da infância e com os direitos das pessoas com deficiência. Celebrar os 36 anos do Código de Defesa do Consumidor é também reconhecer o quanto avançamos e, sobretudo, o quanto ainda podemos avançar para que a proteção do consumidor acompanhe as transformações da sociedade e alcance, de verdade, a diversidade das pessoas e das famílias .

A LEI MARIA DA PENHA TAMBÉM PODE PROTEGER UMA MULHER NO EXERCÍCIO DA SUA PROFISSÃO.E essa é uma mudança jurídica que mer...
10/09/2026

A LEI MARIA DA PENHA TAMBÉM PODE PROTEGER UMA MULHER NO EXERCÍCIO DA SUA PROFISSÃO.

E essa é uma mudança jurídica que merece ser conhecida por todas nós. Durante muito tempo, a aplicação da Lei Maria da Penha foi associada quase exclusivamente à violência ocorrida dentro de casa, da família ou de uma relação afetiva. O STF acaba de ampliar essa compreensão.

No julgamento do Tema 1.412 da Repercussão Geral, o Supremo reconheceu que as medidas protetivas de urgência da Lei nº 11.340/2006 podem ser aplicadas a toda forma de violência contra a mulher baseada no gênero, independentemente de ocorrer no âmbito doméstico, familiar ou em relação íntima de afeto.
Isso significa que a violência de gênero pode acontecer também no trabalho, na política, nas instituições, na comunidade e no exercício profissional.

E já temos um caso na advocacia. No Paraná, uma advogada obteve medida protetiva após ser atacada pelo ex-companheiro de uma cliente que representava em uma ação de pensão alimentícia. A advogada estava sendo atingida justamente em razão de sua atuação profissional na defesa dos direitos de outra mulher.

Na minha atuação nao raro recebo ameaças veladas e intimidacoes. Alias muitas mulheres sofrem o mesmo quando ocupam determinados espaços profissionais — e, principalmente, quando confrontam relações de poder. Nós, advogadas, sabemos que determinados processos ultrapassam os autos.

Ameaças. Intimidações. Ofensas misóginas. Perseguição. Tentativas de silenciamento. Ataques pessoais que nada têm a ver com a técnica jurídica.

Nem todo conflito profissional será violência de gênero. Esse cuidado jurídico é fundamental.

O STF deixou uma mensagem importante: a mulher não precisa chegar em casa para que a violência de gênero seja reconhecida.

Para quem chegou por aqui há pouco tempo, talvez seja importante eu me apresentar . Sou Daniela Coelho, mãe, advogada, B...
08/09/2026

Para quem chegou por aqui há pouco tempo, talvez seja importante eu me apresentar . Sou Daniela Coelho, mãe, advogada, Bacharel em Rel. Internacioais, com formação executiva pela Coppead/UFRJ , especialista em Gênero e Direito, empreendedora e uma mulher que já se reinventou algumas vezes.
Antes do Direito, foram mais de 15 anos entre negócios, gestão e liderança. Empreendi em diferentes áreas, morei fora e aprendi muito mais sobre pessoas. Quando escolhi cursar Direito aos 30 anos , fiz com intensidade. Formei-me com Mérito Acadêmico Summa Cum Laude e, durante um período de 3 anos , acreditei que meu caminho seria a magistratura. Estudei e me preparei para ser juíza. Até perceber que eu não tinha nada a ver com ser juíza. Eu nasci advogada.
Quero estar perto das pessoas, ouvir suas histórias, acolher, construir teses, pensar estratégias, negociar, litigar e usar minha voz. E, nesse caminho, a questão de gênero começou a de destacar. Foram e são muitos desafios em ser mulher e conciliar todas as agendas e expectativas sociais.
Vieram os estudos, a especialização em Gênero e Direito pela EMERJ, a pesquisa, e, principalmente, a experiência prática diária de enxergar como desigualdades de gênero atravessam processos, famílias, relações patrimoniais, maternidade, trabalho e o próprio acesso à Justiça.
Minha advocacia foi ganhando uma identidade própria. Hoje trabalho a de uma visão holística da advocacia. Porque ninguém chega ao escritório trazendo apenas “um processo”. Chega com sua história, seus filhos, medos, patrimônio, relações, vulnerabilidades, possibilidades financeiras, profissionais e, muitas vezes, uma vida permeada de violência. Acredito em uma advocacia tecnicamente forte, mas também humana. Firme quando precisa ser firme. Conciliadora quando existe espaço. Estratégica quando o conflito é inevitável.
Nas horas vagas, amo estar com meus filhos e minhas amigas, conhecer lugares, comer bem, rir, dançar e estar perto da arte e de cultura. Gosto de estudar filosofia e desenvolvimento humano e crescimento pessoal.
É essa curiosidade pelas pessoas e pela vida que eu levo para a minha advocacia.

O caso Vorcaro me provoca uma reflexão que vai muito além das suspeitas de fraudes bilionárias e do enorme prejuízo sofr...
04/09/2026

O caso Vorcaro me provoca uma reflexão que vai muito além das suspeitas de fraudes bilionárias e do enorme prejuízo sofrido pelo povo brasileiro. Ele me faz pensar sobre poder, dinheiro, corrupção. E gênero.
Nos escândalos de Vorcaro e suas festas e “encontros”, alguns elementos aparecem de forma quase ritualística: mulheres, s**o, festas, encontros privados e ambientes de intensa sociabilidade masculina.
Dinheiro. Poder. Festas. S**o. Mulheres. Charutos. Uísque. Acesso
Não são apenas detalhes de uma vida privada luxuosa. Para quem estuda gênero, existe aí uma pergunta muito mais profunda.O pacto patriarcal não se resume a homens protegendo homens. Ele também nos ajuda a compreender como determinados grupos masculinos constroem confiança, cumplicidade, pertencimento e redes de influência e qual lugar é reservado às mulheres.
Historicamente, corpos femininos foram transformados em símbolos de status, objetos de desejo, entretenimento e instrumentos de sociabilidade em ambientes masculinos de poder.
Quando dinheiro, festas, relações pessoais e acessos privilegiados aparecem associados a redes de influência capazes de alcançar empresários, políticos, grandes escritórios e pessoas ligadas às instituições responsáveis pela aplicação da Justiça, a sociedade tem o direito de exigir transparência.
E aqui está o ponto que mais me interessa como advogada e estudiosa das questões de gênero.O patriarcado não existe apenas na violência praticada contra uma mulher dentro de casa.Ele também habita os espaços de poder.
Está nas portas que se abrem, nas relações que se estabelecem e nos espaços historicamente construídos por homens e para homens. E precisamos discutir como essas estruturas podem repercutir sobre as próprias mulheres quando elas chegam ao sistema de Justiça.
questionar não é atacar o Judiciário. É defender sua independência. Quando as redes privadas de poder atravessam os corredores do Judiciário, não basta que a Justiça seja imparcial: é indispensável que a sociedade possa confiar que nenhuma amizade, influência, dinheiro ou pacto de poder seja capaz de pesar mais do que a lei e provas.

STJ: quando a moradia dos filhos também é alimento.Uma decisão unânime da Terceira Turma do STJ traz uma reflexão muito ...
03/09/2026

STJ: quando a moradia dos filhos também é alimento.
Uma decisão unânime da Terceira Turma do STJ traz uma reflexão muito importante para o Direito das Famílias e também para a forma como enxergamos economicamente o cuidado após o fim de uma relação.
No caso analisado, após a separação, o homem deixou um imóvel que pertencia exclusivamente a ele, enquanto a ex-companheira permaneceu no local com os dois filhos do casal.A discussão era: ela deveria pagar aluguel pelo uso desse patrimônio?Para o STJ, não.
A ministra Nancy Andrighi, relatora, reconheceu uma diferença fundamental: aquela mulher não estava utilizando o imóvel exclusivamente em benefício próprio. Ali também moravam os filhos do proprietário..
Por isso, o uso do imóvel pelos filhos configura prestação alimentar in natura. Ou seja: ao permitir que seus filhos permaneçam naquele imóvel, o genitor também está cumprindo parte de sua obrigação alimentar.Consequentemente, não há o enriquecimento sem causa que justificaria a cobrança de aluguel.
E há um aspecto ainda mais interessante: o entendimento foi aplicado mesmo sendo o imóvel bem exclusivo do ex-cônjuge, adquirido antes da união.Sob perspectiva de gênero, essa decisão também merece atenção.
Depois da separação, muitas mulheres permanecem com os filhos e assumem parcela significativa dos cuidados cotidianos: alimentação, escola, médicos, roupas, horários, organização da casa e toda a carga mental que acompanha a criação.Seria simplista olhar para essa mãe dentro do imóvel e enxergar apenas alguém “usufruindo gratuitamente do patrimônio do ex”. Os filhos também estão usufruindo daquele patrimônio. E o genitor que permanece com eles também está oferecendo diariamente outra contribuição econômica frequentemente invisibilizada: o trabalho de cuidado.
Isso não significa criar uma regra automática para qualquer ex-cônjuge permanecer indefinidamente em imóvel alheio sem qualquer contraprestação. Cada situação precisa ser analisada concretamente.Mas a decisão deixa uma mensagem importante:No Direito das Famílias, nem toda contribuição vem em dinheiro.

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Travessa Do Ouvidor 17, 4 Andar
Rio De Janeiro, RJ
20040-030

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