06/10/2026
É impossível se calar diante de falas que desrespeitam pessoas e desprezam tantas lutas. O que está em questão ultrapassa qualquer diferença partidária.
Eu defendo a igualdade de direitos, a liberdade e a dignidade de cada pessoa. E reconheço que os direitos que temos hoje custaram a coragem e a resistência de muita gente.
Como mulher, sei que minha autonomia para trabalhar, escolher e ocupar meu espaço foi construída por mulheres que vieram antes de mim. Reconheço também a luta da população negra contra o racismo e por acesso à educação e ao trabalho, e das pessoas trans pelo direito de viver com segurança e respeito.
Ainda há muito a conquistar. Uma pesquisa publicada em 2025 estimou que 21,4 milhões de brasileiras sofreram violência nos 12 meses anteriores. Por trás desse número há medo, sofrimento e famílias inteiras atingidas.
Defender a igualdade exige reconhecer as desigualdades e enfrentar as barreiras que limitam a vida de tantas pessoas.
Respeito diferenças de opinião. Mas não consigo tratar a humilhação, o preconceito e a minimização da violência como algo indiferente.
Esses são valores que orientam minha vida e meu trabalho. E, diante de tudo isso, considero necessário afirmá-los.
Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, pesquisa “Visível e Invisível”, 2025. Estimativa referente a brasileiras com 16 anos ou mais. (fontesegura.forumseguranca.org.br)