26/02/2026
Meu amigo, meu grande amigo! Muitas vezes eu o chamava de filho, carinhosamente.
Desde 2014, quando o Senhor nos presenteou com a sua presença, eu queria muito um cachorro. Eu iria comprar um pastor-alemão, mas minha mãe me disse que o Senhor enviaria um cachorro. Em menos de dois dias, recebi uma mensagem sobre a doação de dois pastores-brancos-suíços. Foi a resposta de Deus.
Logo fui buscá-lo. Você era pequeno, um bebê animado, ansioso, carinhoso e espevitado.
Você era um amigo de verdade. Sempre estava ali, independentemente da situação. Sempre foi fiel, carinhoso, guloso, amava um pãozinho mais que carne; você sempre foi um amor.
Eu só tenho a agradecer a Deus por ter tido o privilégio de ter você por mais de 12 anos aqui com a gente. Eu sei que você lutou com todas as suas forças, mas a idade chegou, as limitações chegaram. Você não aparentava ser um cão idoso, nem no coração nem na beleza, mas sua saúde física já não era a mesma. Inevitavelmente, foi chegando a sua hora. Aos poucos, acompanhamos cada luta e fizemos de tudo para ajudá-lo, mas, há 30 dias, tivemos que tomar uma decisão que eu não queria ter tomado, meu amigo.
Naqueles últimos instantes, eu não queria dizer adeus. Eu queria que houvesse um modo de você viver mais, mas as circunstâncias não eram favoráveis. Quando o abracei em seus últimos sinais vitais, senti o seu amor, senti seu coração batendo mais forte; eu senti você se despedindo de mim, amigão.
Criamos muitas histórias juntos, você era um companheiro, um amigão, passou por várias fases da minha vida.
Foi triste, ainda é triste pensar, mas eu só tenho a agradecer a Deus por ter tido o privilégio de ter você aqui, por tudo o que você viveu em nossa família. Sempre fizemos o que estava ao nosso alcance, você foi amdo por todos nós, eu estive ali, até o seu último suspiro, amigão. Você foi muito além de um cachorro: foi um integrante da nossa família.