05/08/2026
Participar da OAB na Praça foi uma experiência que reforçou uma certeza: antes de orientar, o advogado precisa saber ouvir de verdade.
Durante os atendimentos, conheci histórias marcantes. Mulheres que romperam o ciclo da violência doméstica, mas ainda convivem com a dor de estarem afastadas dos filhos. Mulheres que, mesmo doentes, continuam sustentando e cuidando de suas famílias. Idosos surpreendidos por cobranças que desrespeitam a dignidade humana, assim como a legislação..
Cada história é única e, por isso, cada conflito exige um olhar atento. Em muitos casos, percebi que havia ainda espaço para o diálogo, e a mediação se mostrava como o primeiro passo para uma possível solução.
Depois que passamos a enxergar as possibilidades do diálogo, não dá mais para "desver". A melhor estratégia jurídica começa com uma boa escuta, atenção plena, esvaziamento e uma boa percepção corporal e daquilo que não foi dito, aliado é claro ao conhecimento jurídico e dos meios adequados de conflitos. E para isso é preciso coragem, de se despir do saber, da pressa em dar uma resposta rápida.